sexta-feira, 05 de junho de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

VIDA LONGA da aliança PT/PMDB o caso da Bahia e tempo de murici

Na Bahia, então, a aliança PT/PMDB não existe nem "vida longa"; nem "vida curta". Simplesmente não existe. É cada um por sí, em tempo de murici.
04/03/2013 às 10:29
 1. Na convenção nacional do PMDB, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a aliança PT/PMDB (nessa ordem) terá "vida longa", mas, não melindrou, em nenhum momento, a nova estrela da política nacional, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o qual sinaliza uma candidatura à presidência da República e/ou ocupar a vaga de Michel Temer, na vice-presidência. 

  2. Como Dilma sabe que o PMDB tem mais peso político e hoje controla as presidências da Câmara e do Senado, longe está ela de pisar nos calos do PMDB, senão ficará seu governo travado no Congresso Nacional. Daí a afirmativa carinhosa ao PMDB por parte da presidente e a carta de Lula lida pelo presidente do PT, Rui Falcão, afirmando que o PMDB é o principal aliado para 2014. 

   3. Ainda assim, o PMDB já deixou claro que essa aliança PT/PMDB (nessa ordem) se findará em 2014, pois, o partido pretende lançar um candidato à presidência, em 2018. A rigor, o que o PMDB quis dizer com essa afirmativa é ocupar espaço não deixando Eduardo Carmpos aparecer como uma terceira via que poderá emplacar, em 2018. Ou até mesmo, em 2014.

   4. Evidente que, uma eleição presidencial com três nomes já em 2014, na parada Dilma/Lula (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) e mais Marina Silva (Rede) e demais candidatos seria imprevisível o que poderá acontecer. E aí, 2018, fica não tão distante para se saber o que advirá do próximo pleito, daí o calço que o PMDB colocou para lançar seu candidato próprio.

   5. A perdurar a aliança PT/PMDB, em 2014, existem algumas peculiaridades nos Estados que deverão fazer muito barulho. Mas, em nome do projeto nacional poderão ser sufocadas. Uma delas acontece no Rio de Janeiro, cujo governador Sérgio Cabral é do PMDB e já anunciou que o seu candidato à sucessão é o vice-governador Pezão e o senador Lindbergh Farias (PT), já está em campanha com a "Caravana da Cidadania" e disse que não abre mão de forma alguma de sua candidatura.

   6. Cabral diz que se Dilma apoiar Pezão o PMDB do Rio rompre com ela. E LInddbergh diz que a chance de Lula vetar sua candidatura é zero. Nunca se sabe. Lula é poderoso no PT e a direção nacional poderia puxar o tapete de Lindbergh. Seria um caso bastante rumoroso. Outra hipótese é Lula e Dilma apoiarem Cabral/Pezão e isolarem Farias.

   7. O outro caso (exitem outros no país) é na Bahia. Geddel Vieira Lima está lançado pré-candidato do PMDB a governador e integra a base do governo federal inclusive, o próprio, com emprego na Caixa onde é um dos vice-presidentes. Mas, óbvio que Dilma e Lula vão apoiar o candidato de Wagner. O governador da Bahia está para o PT; assim como o governador do Rio para o PMDB. Geddel sabe disso porque lhes deram uma rasteira em 2010. Portanto, já está vacinado.

   8. Na Bahia, então, a aliança PT/PMDB não existe nem "vida longa"; nem "vida curta". Simplesmente não existe. É cada um por sí, em tempo de murici.