segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

As perspectivas do governo Wagner para 2013 e os novos investimentos

Os projetos do governo Wagner são de médio e longo prazos e de dificeis percepções para a população
18/02/2013 às 10:52
1. Confesso que esperava mais do discurso do governador Wagner durante os trabalhos de abertura da Assembleia Legislativa quando apresentou um balanço do seu governo, ano 2012, e as renovadas diretrizes e prioridades para o próximo período. Faltaram objetividade e algo mais que despertasse a atenção da Bahia e da plateia presente no plenário da ALBA, talvez pelo tom excessivamente moderado da fala, os presentes tenham se comportado como uma assembleia de monges.

   2. Wagner tem um estilo próprio e raramente flexiona sua fala em tom mais elevado, mais emotivo, e isso faz com que sua mensagem se processe de forma linear e que não empolga. Evidente que a prestação de contas não comporta, em sí, um gestual mais vibrante, mas, mereceria um pouco mais de inflexão para mostrar vitalidade do seu governo que se molda em projetos estruturantes, de longo prazo.

   3. Era de esperar, até em função dessa longevidade, que o governador se focasse em algo mais objetivo e, salvo o evento da Copa das Confederações e a inauguração da Arena Fonte Nova, que deverão acontecer no final de março próximo, anunciou-se R$4 bilhões de investimentos para 2013 sem se definir exatamente onde esses recursos serão aplicados, salvo no dizer genérico - estradas, educação e infraestrutura hidrica para convivência com a seca.

   4. Estima-se, no entanto, que esses investimentos serão aplicados integralmente em 2013 com visibilidade midiática e algum proveito para o governo, que, a essa altura do seu segundo mandato carece desse tipo de ação. Mostrar o que realiza. O mais visível, hoje, são a recuperação das estradas e o Água para Todos.

   5. Há, em curso licitações para projetos na capital, o Metrô Linha 2, viadutos na Paralela, duplicação da avenidas Gal Costa, Pinto de Aguiar e Orlando Gomes, construção da Av 29 de Março e a ligação Lobato-Pirajá com investimentos de R$972 milhões e mais R$4 bi para o Metrosal 2, o que só deverão ocorrer a médio e longo prazos.

   5. Os projetos industriais também carecem de uma maior maturação como o pólo acrílico da Basf, a Jac Motors, o ressurgimento da indústria naval e os investimentos no segmento da mineração, sem contar, ainda, com aqueles mais estruturantes como a Fiol/Porto Sul/ Ponte Itaparica-Salvador e nova fronteira agrícola do Oeste e os aportes de empresas chinesas.

   6. Wagner, portanto, ao que tudo indica, terá como de maior visibilidade de sua gestão, em 2013, a Arena Fonte Nova e as ações voltadas para a Copa das Confederações e os projetos da área social em saúde, educação e segurança onde aplicará mais da metade dos recursos do orçamento, e aqueles do governo federal e que tem aportes do governo federal e municipais, como o Minha Casa Minha Vida.

  7. Destaque-se, no pronunciamento do governador, os sentidos das palavras democracia e diálogo. Wagner se diz aberto de forma mais direta ao diálogo, o que não aconteceu em 2012 com os professores e os militares, e essa postura já está em curso em encontros com APLB e sinalizações a Aspra/Força Invicta, e estabelece como marco forte do seu governo a democracia, as relações entre os poderes e com os prefeitos de todos os partidos.

   8. Sem dúvida, nesse aspecto, a Bahia vive um bom momento e que assim perdure por longos anos.