quarta-feira, 26 de junho de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

EFICIÊNCIA e novas metas são os objetivos dos governos Dilma e Wagner

Ano de 2013 é estratégicos para esses dois governos visando as eleições de 2014
06/01/2013 às 10:00
 1. A presidente Dilma Rousseff deve permanecer na base de Inema, subúrbio de Salvador, até a quinta-feira, 10, segundo sua agenda inicial. Neste sábado janta com o governador Wagner e certamente vão abordar de temas políticos e amenidades. Em Brasília, revela-se, no entanto, que a presidente estabeleceu um prazo até final de fevereiro para que os ministros apresentem compromissos realistas e indicadores de evolução de cada uma das áreas. 

    2. A proposta é de que, até o final do semestre, o governo federal desenhe a estratégia e as metas a serem perseguidas, preto no branco, o que dá para ser feito em 2013 e decorrer de 2014, porque vem aí a eleição presidencial. O governo não quer ser criticado pela oposição dizendo que o Brasil de Dilma está paralisado, cresce pouco ou nada, daí a decisão presidencial de exigir dos ministros metas bem claras a serem cumpridas.

    3. Nem mesmo a economia, que já está atrelada às metas atuais, escapará de novos ajustes. O Brasil, em 2012, a balança comercial registrou o pior resultado nos últimos dez anos, e Dilma quer incremento da participação brasileira nas exportações, também em novos segmentos, como inovação e tecnologia.

    4. Esse, salvo melhor juízo, será o mesmo objetivo do governo Wagner, em 2013 e 2014, seus dois últimos anos de governo e da sucessão, lembrando que não poderá mais se reeleger e ainda persistem dúvidas se se manterá no cargo até o final do seu mandato ou se sairá candidato ao Senado e/ou Câmara. Independente dessa situação, embora o PIB baiano de 2012 tivesse um incremento maior (2.5% a 3%) do que o nacional (1%), o governo necessita de mais agilidade.

    5. O ano de 2013, para Wagner, será estratégico. Como nos seus períodos de governo já enfrentou duas crises financeiras internacionais (final de 2008/2009 e final de 2011/2012) nos EUA e na Europa que afetaram a Bahia, reza para que a economia mundial avance sem tropeços (a questão do abismo fiscal dos EUA Obama já teria resolvido) e que São Pedro mande mais chuvas no semiárido que enfrenta uma seca prolongada.

    6. Wagner deverá fazer ajustes na sua equipe, mas, ao que tudo indica nada substancial nas áreas estratégicas. Mas, até onde se sabe, novas metas serão postas com objetividade para serem cumpridas uma vez que os grandes projetos não ficarão pronto até o término do seu governo (FIOL, Porto Sul, ponte Salvador-Itaparica, Metrô 2), porém, existem outros que podem efetivados e que servirão de bandeira na eleição de 2014.
 
    7. Imagina-se que o marketing do candidato a governador não deva usar o trenzinho da Fiol, como em 2010, e muito menos a maquete da ponte de Itaparica. As forças governistas tomaram um susto nas eleições municipais e precisam apresentar realizações palpáveis, obras concluidas.