segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Colunistas / Política
Tasso Franco

A CAVEIRA DE BURRO no solo de São Francisco do Conde

Só de ovos de Páscoa, ano passado, a prefeitura compra R$148 mil
23/11/2012 às 12:29
  1. Ao que tudo indica, uma caveira de burro foi enterrada no solo de São Francisco do Conde, pois, entra prefeito sai prefeito e as administrações municipais continuam a debochar da população e dos baianos de uma forma geral. Veja que, agora, o TCM rejeitou as contas da prefeita Rilza Valentim (PT), exercício de 2011, por uma série de irregularidades. Um município que tem uma receita orçamentária de R$384.7 milhões, de dar inveja a qualquer um outro, apresentou, ainda assim, um deficit de R$12 milhões no final do exercício.

   2. Segundo o TCM, a prefeitura teve despesas com locação de veículos da ordem de R$15.4 milhões e mais R$2.3 milhões de combustíveis. Ora o município só tem 124 veículos lotados, o que significa despesas da ordem de R$124 mil por veiculo. O TCM considera esse feito como "despesas exorbitantes".

  3. Município pequeno situado na RMS, a Prefeitura gastou, ainda de acordo com o relatório do TCM, R$6.4 milhões em eventos e festas; e R$4.4 milhões em publicidade. Ou seja, a Prefeitura consumiu quase R$500 mil por mês em festas e R$400 mil para divulgar seus feitos junto a população. 

   4. Em média, uma banda local de SFC custa em torno de R$8 mil para uma apresentação. Isso significa dizer que a Prefeitura, se assim se dispusesse para fortalecer os artistas locais, poderia contratar 70 shows por dia. Mas, ao que tudo indica, só de grandes artistas no São João, cada banda levou R$350 mil por show.

   5. Quer mais: dados do TCM dão conta de que a prefeitura gastou só em ovos de páscoa R$148 mil o que significa algo em torno de 29.300 ovos a base de R$5,00 cada. E, em cestas básicas para pescadores R$476 mil o que representa 2.380 cestas de R$200,00 cada. Haja pescadores.

   6. A relatoria do TCM conclui que a gestora deveria priorizar a educação, saúde e saneamento com recursos tão expressivos/ano (R$385 milhões), mas, preferiu, dentro do limite constitucional, aplicar R$188 milhões em pessoal (48.91% da receita corrente líquida), crescendo as despesas de pessoal em 37.44% em relação ao exercício de 2008

   7. Ainda houve acréscimo de 3.500 novos contratados no ano passado, implicando no aumento de 237.93% em relação ao registrado em 2008.

   8. A oposição estuda a possibilidade de entrar com uma ação junto a Justiça Eleitoral para averiguar o que se passa, uma vez que Rilza Valentim foi eleita para mais um mandato (2013/2016) e suspeita-se, diante das evidências apresentadas pelo TCM, atos de improbidade administrativa.