sexta-feira, 10 de julho de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

PLACA DE RUA NÃO DÁ VOTO MAS TODO CANDIDATO USA

Serve para divulgar nome e só
19/09/2012 às 20:01

Foto: BJÁ
Muitas placas são depredadas e aos personagens são adicionados bigodes
   A utilização de placas autorizadas pela Justiça Eleitoral até um determinado tamanho, nas ruas e em áreas privadas com autorizações dos donos dos imóveis dão votos?

   Alguém vota num candidato que põe placas nas ruas, jardins e áreas verdes da cidade? Diria que não.

   São poucas pessoas que anotam números de candidatos para garantir o voto, só porque viu uma placa e gostou do camarada ou da camarada. Isso não existe. Hoje, nem para o mais belo (e) dos belos (as). Houve um tempo que sim: Marcelo Cordeiro que o diga na época do movimento estudantil.

   Talvez, para os candidatos a prefeito tenham alguma serventia o uso de placas e para aqueles mais conhecidos.

   Então por que se colocam tantas e quantas placas nas ruas? Porque as placas têm a finalidade de difundir o nome do candidato, de mostrar que o candidato existe. É de se dizer que, ruim com elas; muito pior sem elas.

   O candidato que não mostra que está "vivo", que não difunde seu nome, perde espaço na corrida. Daí que as placas têm uma importância dentro do contexto da campanha. 

   Na atualidade, em Salvador, como as empresas produtoras das placas seguem padrões estéticos ditados pelos marketeiros e está tudo muito pausterizado, parecendo um caminhão de japonês, salvo uma ou ou outra exceção, essa sopa de placas que se vê especialmente nas avenidas de vale e na Paralela, perde ainda mais em sua eficácia.

   Até agora, não apareceu nada criativo e que chame a atenção. 

    Como em Salvador a depredação dessas placas é intensa a maioria dos candidatos têm, ainda, que recolhê-las diariamente nos finais das tardes e recolocá-las nas manhãs seguintes, por determinação da Justiça Eleitoral.

   É um trabalho que requer logistica envolvendo veiculos, pessoal e área de armazenamento e reposição. A partir do dia 24 próximo, quando se chega a reta-final da campanha a "guerra" das placas será ainda mais intensa. 

    De toda sorte, vale observar que as placas não substituem o trabalho de cativar o eleitor nos bairros, de forma mais intimista, quer com trabalhos comunitários, quer com apelos de obras, quer com ligações de cabo-eleitorais que vivem nessas bases.
 
   É assim que se conquista o voto, mesmo para os candidatos majoritários. As placas, os cartazes, as pichações muros e as mensagens pelo rádio e pela TV não substituem esse corpo-a-corpo, especialmente para os candidatos a vereadores. 

   E pra fechar o cerco existe a "boca-de-urna" que é proibida em determinados espaços, mas, tolerada pela Justiça Eleitoral que não tem uma estrutura para fiscalizar uma situação dessa natureza num estado do tamanho da França com 417 municípios e milhares de candidatos a prefeitos e a vereadores. 

   O voto, todo candidato experiente sabe disso, se conquista com trabalho, luta de anos em determinados segmentos da sociedade, fidelidade ao eleitor, carinho, e propostas. Diria que as propostas, as consideradas mais promessas do que reais, pouca gente acredita. Ainda assim, todo candidato promete. Candidato que não promete, não serve.

   Eleitor adora ser enganado e tem aqueles que dizem o seguinte: "Fulano fez dez promessas e tenho certeza de que uma delas ele cumpre". Já é alguma coisa.

   Então, pra fehcar, tudo tem seu valor numa campanha: desde a placa ao santinho; desde a TV ao pedido do voto no pé-do-ouvido.  

  
 
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