sexta-feira, 03 de julho de 2020
Colunistas / Política
Tasso Franco

A ECONOMIA E A POLITICA ANDA DE MÃOS DADAS NAS ELEIÇÕES

VEJA
31/08/2012 às 19:05
MIUDINHAS GLOBAIS:

   1. Diz-se que a economia anda de mãos dadas com a política. Quando a economia vai de vento em popa ajuda os candidatos governistas. Isso é vero. O ex-presidente Lula deu-se bem na sua reeleição, em 2006, e emplacou Dilma Rousseff (2010) graças, também, a esse contexto. Evidente que existem outros predicados inrerentes a Lula, mas que fatores favoráveis na economia, apesar da crise de 2009, ajudaram isso não se tem dúvidas.

   2. Agora, em plena campanha municipal, a economia dá sinais de patinar no Brasil. Cresceu 0,4% no segundo trimestre (de abril a junho) de 2012 em relação aos três primeiros meses de 2012, segundo informou nesta sexta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, a soma de todas as riquezas produzidas pela economia no período alcançou R$ 1,1 trilhão.
   3. O resultado veio abaixo dos 0,5% esperados pelo mercado, mas em linha com a previsão do Banco Central, que esperava uma alta de 0,38%, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br - um indicador criado pela autoridade monetária para tentar antecipar o resultado do PIB. Apesar do resultado fraco, o desempenho do PIB frente ao trimestre anterior foi o melhor desde abril a junho de 2011, quando crescera 0,6%.

   4.  Com recuo de 2,5% frente aos três meses anteriores, a indústria foi o destaque negativo no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre deste ano - que cresceu 0,4% ante o trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os setores mais prejudicados foram as indústrias de transformação e extrativa mineral, que "encolheram" 2,5% e 2,3%, respectivamente.


   5. Segundo Rebeca de La Rocque Palis, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, na indústria extrativa mineral houve queda na extração de petróleo e pouco aumento na produção de minério de ferro.


   6. Já na indústria de transformação a queda foi na produção nos veículos automotores, uma vez que as concessionárias estavam com seus pátios cheios e diminuíram a produção. Também a produção de vestuário caiu, na medida em que aumentaram as importações de roupas.

   7. É um cenário preocupante. O  ministro da Fazenda, Guido Mantega, admite que 

"Passamos a pior fase de desaceleração, que ficou concentrada no primeiro trimestre, e a economia está acelerando gradualmente", afirmou.
 
   8. "É um número que estamos olhando no retrovisor,está ficando para trás. De qualquer forma, é um resultado bom em relação ao primeiro trimestre. Não é excepcional, mas é o prenúncio de resultados melhores que virão no segundo semestre", destacou. Alvisseras.

   9. A questão é que o ministro Mantega vem falando isso há meses e a os sinais de acelaração ainda não são perceptíveis.
 
   10. A pergunta é a seguinte: isso afeta as campanhas governistas nas grandes cidades? Em tese, sim, porque a presidente e sua equipe ficam mais em Brasília tentando reverter essa situação, adotando pacotes e novas medidas como a prorrogação do IPI a veículos e a linha branca, e não tem tanto tempo para se dedicar à política. Exemplo: Dilma foi anunciada que iria a Serrinha na última sexta-feira, 24, e não pode vir devido a greves e a economia.

   11. Também não é um bicho de sete cabeças que possa afundar os candidatos governistas porque estamos num processo, em movimento para o final de ano, onde o mercado interno se aquece. De certa forma, foi esse grande mercado interno brasileiro que não permitiu que o PIB ficasse negativo.

   12. Nas eleições presidenciais norte-americanas vê-se que o fenômeno da economia tem forte influência na eleição e esta tem sido a bandeira de Romney, o candidato Republicano, para derrubar Obama. Sharkozy, na França; e Zapatero e seu socialismo espanhol, cairam na Espanha diante de indicadores econômicos negativos, especialmente na terra galega.

   13. Daí que, pelo sim; pelo não a economia está relacionada com a política municipal. Na Bahia, o governo mobilizou o secretário Sérgio Gabrielli, da Seplan, para anunciar crescimento do PIB, mesmo periodo do nacional, em 3.6%. Legal. O problema é que o PIB baiano na composição do nacional é pequeno. Ainda assim, uma taxa de 3.6% dá pra fazer festa. Ajuda também na politica. É o jogo.
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