quarta-feira, 21 de abril de 2021
Colunistas / Miudinhas
Tasso Franco

BAHIA REDUZ NÚMERO MORTOS PELA COVID. NO DOMINGO DE PÁSCOA 50 ÓBITOS

Bolsonaro provoca governador de Pernambuco com video
04/04/2021 às 18:59
   1. Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.855 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,2%) e 2.587 recuperados (+0,3%). O boletim epidemiológico deste domingo (4) também registra 50 mortes. Apesar de terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro das mortes foram realizadas hoje. Dos 813.794 casos confirmados desde o início da pandemia, 783.065 já são considerados recuperados, 15.069 encontram-se ativos e 15.660 tiveram óbito confirmado.

  2. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.133.950 casos descartados e 183.161 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste domingo. 

  3. Na Bahia, 45.743 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

  4. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 15.710, representando uma letalidade de 1,93%. Dentre os óbitos, 55,40% ocorreram no sexo masculino e 44,60% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,74% corresponderam a parda, seguidos por branca com 21,53%, preta com 15,30%, amarela com 0,48%, indígena com 0,13% e não há informação em 7,82% dos óbitos. 

  5. O percentual de casos com comorbidade foi de 67,03%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,98%).

  6. A redução do número de novos óbitos da COVID-19 em datas comemorativas e finais de semana ocorre devido à ausência de funcionamento dos serviços de notificação, como o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Núcleo Hospitalar de Epidemiologia, vigilâncias epidemiológicas municipais e outros serviços de saúde competentes. Desta forma, esse número não demonstra de forma fidedigna o quantitativo de óbitos que ocorreram neste período. O reflexo dos óbitos ocorridos só é possível ser visualizado com as devidas notificações nos sistemas de informação e possíveis investigações realizadas que possibilitem o seu encerramento.

  7. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.
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  8. Todos os pacientes que tiveram o diagnóstico positivo para a Covid-19 devem se vacinar com as duas doses da vacina, sendo a primeira dose após 30 dias a partir do início dos sintomas da Covid-19 ou da data de coleta da primeira amostra de RT-PCR positiva para Sars-CoV-2. Esta é a orientação das autoridades sanitárias federal e estadual.

  9. A imunidade natural (provocada por doença) não possui um tempo exato de permanência, logo é preciso fazer o esquema vacinal em duas doses.

  10. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) vem esclarecer em virtude de um vídeo que a médica e secretária de Saúde de Porto Seguro, Raissa Soares, orienta equivocadamente a população.

  11. Ela diz que “quem teve Covid só deve tomar uma dose da vacina. Eu tenho visto pessoas que já tiveram Covid tomando as duas doses. Fica o alerta, que é uma recomendação, que quando as vacinas chegam pra nós, com uma orientação por escrito, como se fosse as bula das caixinhas. 

  12. E a recomendação da Sesab, aqui da Bahia, tem orientado e acredito que seja uma orientação federal, é que quem já teve Covid já estimulou o sistema imunológico uma vez. Toma uma dose da vacina, não toma duas.”, diz a secretária em entrevista ao jornalista Fernando Beteti.
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  13. O presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette, pediu neste domingo ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que se manifeste com urgência sobre a decisão da véspera do ministro da Corte Kassio Nunes Marques que liberou a realização de cultos e missas no país, apesar de o Brasil atravessar o pior momento da pandemia de covid-19.

  14. Donizette citou, em publicação no Twitter, decisão anterior do plenário do Supremo que concede a prefeitos e governadores o poder de decretar suas próprias medidas de restrição para conter a circulação do vírus, e disse que a "flagrante contradição" entre as decisões atrapalha o enfrentamento à pandemia.

  15. "Pedimos ao STF e ao presidente Luiz Fux que se manifeste urgentemente, orientando qual decisão precisa ser seguida. A decisão do plenário, que determinou que os municípios têm prerrogativa de estabelecer critérios de abertura e fechamento das atividades em seus territórios, ou essa liminar", disse Donizetti.
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  16. O presidente Jair Bolsonaro reproduziu em sua conta no Twitter um vídeo em que o apresentador de TV Sikêra Jr. faz críticas ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), a partir de cifras retratadas em seu programa como verbas da União destinadas ao Estado.

  17. "Paulo Câmara, esse dinheiro não é teu, é para salvar vidas", provoca o apresentador de TV após citar números que ele atribui a repasses do governo federal. "Senhores governadores, criem vergonha na cara. Digam ao seu povo quanto receberam para cuidar das vidas, e não tomar essas vidas, não matar as pessoas", acrescenta Sikêra Jr.

  18. A temática dos repasses federais a Estados e municípios já esteve no centro do acirramento político de Bolsonaro com governadores antes. O episódio gerou reações de gestores, que criticaram o presidente por apresentar números de forma distorcida para insinuar que haveria benevolência do governo federal e que os entes subnacionais fariam uma má gestão dos recursos no enfrentamento à pandemia de covid-19.

  19. Na última ocasião, o chefe do Planalto reproduziu publicação que misturava repasses que a União é obrigada a fazer pela Constituição com dinheiro do auxílio emergencial a vulneráveis e a verba do pacote de socorro e alívio financeiro a Estados e municípios aprovada pelo Congresso Nacional.