segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Colunistas / Miudinhas
Tasso Franco

EM NOME DA DIVERSIDADE ESTÃO BACANALIZANDO O CARNAVAL DE SALVADOR

Comissão do Carnaval da Câmara também deveria entrar neste debate
05/03/2019 às 19:40
  MIUDINHAS GLOBAIS:

    1. Em nome de uma tal diversidade, que de respeito às diferença passou a ser visto como uma agressão às familias, uma espécie de bacanal a céu aberto, agora não mais restrito a determinados espaços, mas, todos circuitos, o Carnaval de Salvador vive um momento de perplexidade. A continuar desse jeito vai mesmo se transformar numa imensa parada gay o que não é a matriz e o objetivo do momo. E bacanalizou de tal forma que crianças não podem mais assistir o Carnaval.

    2. Vamos e venhamos: o respeito às diferença deve ser entendido como algo também respeito do outro lado e o que se viu neste momo foram pessoas quase completamente nuas praticando ato pré-sexuais nas ruas. Certa ocasião, Carlinhos Brown, mostrou o pênis no momo e foi uma indignação. Hoje, virou lugar comum e se alguém for contestar ou reclamar é logo chamado de homofóbico e não sei mais o que, de não respeitar a diversidade e por ai vai. O discurso é forte e engajado inclusive com a participação e difusão por parte de alguns artistas.

   3. Nas redes sociais estamos vendo dezenas de comentários e protestos contra essa bacanália. Essa discussão pode ser aprofundada pelo Conselho do Carnaval e órgãos públicos de direito. O Ministério Público que gosta de dar opiniões sobre os mais variados temas poderia engajar-se neste debate. Não se trata de promover uma censura ampla geral e irresrritia, mas, o  Carnaval é de todos e para todos. A Câmara de Salvador que tem uma Comissão do Carnaval poderia também estabelecer este debate.
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   4. A campanha "Meu corpo não é sua fantasia" seguiu a todo vapor no Carnaval, levando informação e alertando para o assédio sexual e outras formas de violência contra a mulher. Idealizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara Municipal de Salvador, o projeto esteve presente nos principais circuitos da folia com distribuição de panfletos, cartazes e faixas.

   5. “Ficamos muito satisfeitos com a evolução da campanha nesse Carnaval. Passamos por todos os circuitos, e a aceitação que temos visto tem sido excelente. As pessoas têm demonstrado que entendem a importância de debater esse tema e estão aderindo à causa, ajudando inclusive a divulgar nosso material e nossas informações", disse a vereadora Ireuda Silva (PRB), presidente da comissão.

   6. O vereador Luiz Carlos (PRB-BA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Capoeira na Câmara Municipal de Salvador, lamenta o fato ocorrido entre capoeiristas que se envolveram em briga durante o carnaval e entende que, sendo esse um fato isolado, o problema o não mancha “o brilhante trabalho que o grupo Mangangá Capoeira, liderada pelo dedicado Mestre Tonho Matéria, vem realizando em Salvador ao longo de nove anos, sem ter nenhum registro ou incidência de violência”.

   7. O vereador afirma que o Mangangá sempre levou a cultura da capoeira para o Brasil e para o mundo, disseminando conhecimento sobre a arte, encantando e atraindo turistas de vários lugares para nossa cidade”.

   8. A expectativa do vereador é que “os fatos sejam elucidados e que isso não ocorra mais. A capoeira, que é um importantíssimo instrumento de socialização, não merece punição. Ela, que através da sua beleza, atrai turistas do mundo inteiro, não pode ter a sua imagem abalada em razão de um ato isolado,

   9. Com graduação e mestrado em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) afirmou ter visto “com emoção o desfile da Estação Primeira de Mangueira que desmistificou os personagens tidos como heroicos da história oficial e mostrou que o povo, o setor popular, deve ser estudado e compreendido como verdadeiros protagonistas do Brasil”.

   10. Para o parlamentar “as alas que representavam as heroínas e heróis do Brasil real, além da reverência a Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada em março de 2018 no centro do Rio de Janeiro e que até hoje não se determinou quem matou e quem mandou matá-la, deixou estampado em seu samba enredo uma verdade histórica que tentam ocultar da maioria da população. 

   11. Nada mais sábio que os versos: ‘Brasil, meu dengo, a Mangueira chegou, com versos que o livro apagou, desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento, tem sangue retinto pisado, atrás do herói emoldurado, mulheres, tamoios, mulatos, eu quero um país que não está no retrato’. Vemos em cada ala a resistência feminista, negra, indígena, latina e popular”.

   12. A Mangueira ganhou o prêmio Estandarte de Ouro, oferecido pelo jornal O Globo, de melhor escola do Grupo Especial em 2019. Em busca de seu 20º título, escola desconstruiu no desfile  figuras históricas como a Princesa Isabel, Dom Pedro I e Pedro Álvares Cabral.

   13. O enredo “História pra ninar gente grande” foi assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira e contado em 24 alas e cinco alegorias.

    14. A comissão de frente buscou desconstruir a imagem de figuras históricas como a Princesa Isabel, o bandeirante Domingos Jorge Velho, o Marechal Deodoro da Fonseca, o Dom Pedro I e Pedro Álvares Cabral. A grande homenageada do desfile foi a vereadora Marielle Franco. 

    15. O Estandarte de Ouro foi criado em 1972 pelo jornal O Globo. 

    16. Dia 6 de março, a Igreja Católica dará início à Quaresma. Na Arquidiocese de Salvador haverá Missas em todas as paróquias. Na Catedral Basílica a Celebração Eucarística  será presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

   17. A Mancha Verde é a grande campeã do carnaval 2019 de São Paulo. É o primeiro título da escola. Vai-Vai e Acadêmicos do Tucuruvi foram rebaixadas.

   18. A escola levou o troféu com desfile sobre a princesa africana Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares, e discutiu escravidão, direitos de negros e mulheres e intolerância religiosa na avenida.

   19. Mesmo no Carnaval há quem não abra mão das sandálias de salto alto para curtir a folia. O problema é que esse acessório pode ocasionar traumas ortopédicos, a exemplo de problemas nos pés, joelhos até a coluna. Desde o início do Carnaval, foram realizados nos módulos de saúde da Prefeitura instalados nos circuitos da folia 268 atendimentos ortopédicos, grande parte deles sofridos por mulheres. 

   20. “Esses calçados são inadequados porque o salto não dá a estabilidade que as mulheres precisam para andar no meio da multidão, por exemplo. É importante prezar também pelos cuidados com a saúde e não só com a beleza, para que sejam evitadas torções e até mesmo fraturas”, alerta o médico Ivan Paiva, gerente executivo de atenção às urgências da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

   22. Embriaguez - As mulheres também são maioria quando o assunto é atendimento com quadro de embriaguez. Dos 437 foliões assistidos nos módulos instalados nos circuitos por uso excessivo do álcool, 58% dos pacientes foram do sexo feminino. “Quando você junta o álcool e o salto alto no Carnaval o resultado não pode ser muito diferente. Torções, fraturas e dores na coluna são prejuízos físicos que podem durar até depois da folia”, finaliza Paiva.

   23. Em mais um balanço de saúde de hoje (05) com dados do Carnaval, os módulos assistenciais da Prefeitura contabilizaram 4.081 atendimentos no acumulado da quinta-feira até a manhã desta terça (05). O circuito Barra/Ondina foi o que mais recebeu demandas (2766), seguido Campo Grande (1176). A região do Centro Histórico permanece registrando o menor número de casos (137).

   24. No total, 79% das ocorrências são de natureza clínica, como dores nos membros inferiores, cefaleia e ferimentos acidentais. Já os casos ortopédicos correspondem a 7% (268) do total de atendimentos.

    25. As mulheres seguem liderando os atendimentos, com 50,4% das ocorrências, assim como a faixa etária de 20 a 29 anos (35%). Desde o início do Carnaval, os adultos de 40-49 anos são os que menos procuraram assistência médica nos postos localizados nos circuitos (13,8%).

   26. Outro índice que segue estável é o de transferências para unidades de retaguarda. No total, 123 pacientes foram deslocados das unidades dos circuitos, principalmente para avaliação especializada (66), radiológica (23) e tomográfica (12). O Hospital Geral do Estado (43), UPA Brotas (19) e UPA Vale dos Barris (18) foram os principais destinos.