s�bado, 27 de novembro de 2021
Saúde

MAIS DE 100 MULHERES SÃO ATENDIDAS EM MUTIRÃO DE SAÚDE DAS MAMAS

A ação aconteceu na Maternidade Climério de Oliveira neste sábado, 16 de outubro
Comunicação - MCO , Salvador | 18/10/2021 às 20:06
Mutirão Laços de Vida
Foto: Divulgação

Mais de 100 mulheres foram atendidas no último sábado, 16 de outubro, durante o mutirão Laços de Vida que aconteceu na Maternidade Climério de Oliveira (MCO-UFBA/Ebserh), no bairro de Nazaré, em Salvador-BA, em a parceria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – Regional Bahia (SBOC) e do Hospital Aristides Maltez (HAM).

 

Todos os atendimentos foram realizados via Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes da rede pública residentes no estado da Bahia.

 

O mutirão realizou 99 consultas com mastologistas, 50 mamografias e 47 ultrassonografias mamárias. Além disso, ficaram agendadas seis punções mamárias a serem realizadas na Maternidade nos próximos dias e diversos casos continuarão em atendimento na unidade e algumas mulheres já foram encaminhadas para acompanhamento no HAM por estarem com suspeita de câncer de mama.

 

De acordo com Sinaide Coelho, superintendente da MCO-UFBA/Ebserh, o objetivo foi justamente seguir a linha de cuidado do atendimento à mulher em relação à saúde das mamas: “Nossa meta era garantir o atendimento seguro e o encaminhamento na rede, ambulatorial ou hospitalar, para as mulheres atendidas. Ações como esta reforçam o nosso papel de maternidade-escola pois é uma forma de educar para a saúde contribuindo também com informação para as mulheres que participaram e que serão multiplicadoras da importância desse cuidado”, declarou Coelho.

 

É como pensa também a professora Edna Maria Marticowcki, que foi atendida durante o mutirão. Edna, que tem 54 anos de idade, reforçou a importância da realização da consulta com mastologista além da mamografia anual:

 

“Foi muito importante passar pela consulta, pois às vezes conseguimos fazer o exame na rede pública, mas não temos um profissional para acompanhar ou interpretar o exame e aí não sabemos se temos a doença e o que temos que fazer para tratar. Fazer um mutirão assim é bom porque chama a atenção de todas as mulheres. Nós precisamos nos cuidar primeiro para podermos cuidar dos outros e temos que alertar a quem pudermos”, enfatizou a professora.

 

Um estudo do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indica que o número de mamografias realizadas na rede pública diminuiu 42% no ano de 2020 em comparação a 2019. A avaliação das estimativas da taxa de detecção da doença, a partir deste exame, sugere que cerca de 4mil casos de câncer de mama não foram diagnosticados apenas no ano passado.

 

“Diante desse cenário, a SBOC propôs a realização do mutirão na Maternidade a fim de garantir que as informações sobre o câncer de mama sejam compartilhadas e para contribuir na detecção precoce da doença. Nós também precisamos estar envolvidas no processo de promoção de saúde da população”, explicou Renata Cangussu, oncologista e presidente da SBOC – Regional Bahia.

 

A coordenadora do Serviço de Mastologia do HAM, Ana Cláudia Imbassahy, foi uma das mastologistas que atenderam durante o mutirão e que reforçou a importância do cuidado com a saúde e da detecção precoce do câncer de mama:

 

“Toda mulher deve ter cuidado com suas mamas, realizar os exames e as consultas periódicas e conhecer seu corpo e fazer o autoexame, tocar os seios, para avaliar se tem algo fora da normalidade. Além disso, é preciso ter bons hábitos de vida, cuidar da alimentação, fazer atividade física e evitar o consumo de bebida alcoólica pois são condutas que contribuem para o não aparecimento da doença. Quanto mais cedo diagnosticarmos o câncer de mama e mais cedo iniciarmos o tratamento, melhor!”, orientou Imbassahy.

 

Além das três instituições realizadoras, o mutirão contou ainda com o apoio da Associação Bahiana de Medicina (ABM). Trabalharam diretamente na ação mais de 50 pessoas entre profissionais de saúde e administrativos, sendo as profissionais de mastologia e de ultrassonografia totalmente voluntárias, vindas das organizações parceiras.