Política

GOVERNO TRUMP ENVIA CENTENAS DE SOLADOS PARA A AMÉRICA LATINA, DIZ NYT


"Exercer mais influência sobre a América Latina é uma prioridade da administração Trump", diz o "New York Times".
Da Redação , Salvador | 15/10/2026 às 16:05
Donald Trump
Foto: Casa Branca
   Os Estados Unidos começaram a enviar centenas de soldados do Exército para a América Latina como parte de uma ampliação da ofensiva militar do governo de Donald Trump contra o tráfico de drogas na região, segundo o jornal "New York Times".
A movimentação envolve um batalhão de cerca de 600 militares, que participarão de treinamentos e exercícios com forças locais no Panamá, na Colômbia e em Honduras.

As informações foram divulgadas pelo jornal americano, nesta quinta-feira (15), com base em relatos de autoridades militares dos Estados Unidos que falaram sob condição de anonimato.

Segundo o jornal, os primeiros integrantes do exército já começaram a ser enviados para um centro de treinamento no Panamá.

Depois, ainda segundo o NYT, os soldados seguirão para a Colômbia, onde participarão de exercícios militares previstos para começar ainda em outubro. Outra parte do grupo será deslocada para Honduras, também para atividades de treinamento com forças locais.

Além dos exercícios, parte dos militares poderá prestar apoio a forças de operações especiais americanas que assessoram exércitos locais em ações contra suspeitos de tráfico de drogas, afirma o jornal.

De acordo com o NYT, os deslocamentos são inicialmente temporários, mas podem se tornar uma presença mais permanente das Forças Armadas americanas na América Latina.


O jornal afirma que a movimentação faz parte de uma estratégia do governo Trump para ampliar a atuação militar dos EUA no combate aos cartéis de drogas na América Latina.

A ampliação da presença militar americana nesses países também integra um objetivo mais amplo do governo Trump para retomar a influência dos EUA na região e conter o avanço de potências de outros continentes.

"Exercer mais influência sobre a América Latina é uma prioridade da administração Trump", diz o "New York Times".

Eleições ao redor da América Latina têm levado ao poder líderes que mantêm aproximação política e diplomática com Trump. Segundo o NYT, contudo, a possibilidade de operações militares dos EUA no território tem levantado preocupações sobre a soberania dos países e reavivado a memória de um longo e sangrento histórico de intervenções americanas na região.

Em dezembro de 2025, o governo americano divulgou uma nova estratégia de segurança nacional que prevê a retomada da Doutrina Monroe, política do século XIX que buscava impedir a interferência de potências estrangeiras nas Américas. O documento prevê além do reforço da presença militar dos EUA na região, a intensificação do combate aos cartéis de drogas e a ampliação do acesso a locais considerados estratégicos.