Augusto Cury foi o terceiro mais votado nas últimas eleiições
Tasso Franco , Salvador |
09/10/2026 às 15:27
Apoios importantes pra Flávio
Foto: Agência Brasil
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) reuniu, em Brasília, um grupo de 14 governadores eleitos em primeiro turno das eleições. Governadores de partidos como PL, Republicanos, PP e MDB mostraram apoio à candidatura de Bolsonaro à presidência da República.
Entre esses governadores estavam Sergio Moro (PL-PR), eleito para o governo do Paraná. Moro chegou a ser ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, mas deixou o cargo após se queixar das interferências do pai de Flávio na Polícia Federal.
Também esteve na reunião Douglas Ruas (PL-RJ), eleito governador do Rio de Janeiro após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos).
Augusto Cury
Terceiro colocado no primeiro turno da disputa presidencial, com 2,89% dos votos válidos, Augusto Cury declarou apoio a Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira (8).
Cury confirmou, em nota, o apoio mediante a assinatura de uma carta de compromissos de Flávio Bolsonaro com pautas defendidas por Cury.
Entre essas pautas, estão o fim da reeleição para presidente da República, a alternância de poder, a pacificação nacional, a proteção às mulheres, valorização dos professores e financiamento “de milhões” para microempreendedores.
Live
Flávio Bolsonaro fez uma live na noite desta quinta-feira, nos moldes que Jair Bolsonaro fazia todas as quintas.
Ele negou que acabará com o Bolsa Família caso seja eleito. Também afirmou que reajustará aposentadorias acima da inflação.
“Com relação aos aposentados do INSS, o Flávio Bolsonaro vai proteger vocês. Vocês vão ter reajuste acima da inflação nas suas aposentadorias, que é uma coisa sagrada”, disse.
AUGUSTO CURY
UM GRANDE APOIO
O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) declarou nesta quinta-feira (8) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável”, afirmou em nota divulgada pela assessoria de imprensa.
Flávio Bolsonaro recebeu mais de 56 milhões de votos e enfrentará, no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, que recebeu 53,8 milhões de votos. Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula ficou com 45,15%.
Mais cedo, Cury e Flávio se falaram por videochamada. Na conversa, o ex-candidato pediu que o senador se comprometesse publicamente com propostas defendidas por Cury durante sua campanha.
Cury afirmou ainda que o apoio não envolve negociação de cargos, privilégios ou vantagens pessoais e será acompanhado de cobrança pelo cumprimento dos compromissos assumidos.
"A confiança de Augusto Cury não constitui um cheque em branco. Trata-se de um voto de confiança condicionado ao cumprimento dos princípios e compromissos aqui assumidos, à transparência, à responsabilidade fiscal, ao respeito às instituições democráticas e à prestação permanente de contas às instituições e à sociedade brasileira", diz o documento.
"O apoio será sempre acompanhado do direito de cobrar, questionar, criticar e exigir coerência entre as palavras e os atos".
Augusto Cury recebeu 3.448.569 votos no primeiro turno. O candidato do Avante foi o terceiro colocado na disputa com 2,89% dos votos válidos.
Flávio agradeceu o apoio do ex-candidato e que a conversa com Cury foi "uma surpresa muito agradável".
"Então Augusto Cury, obrigado aí pelo seu apoio e de coração. Parabéns pela pessoa que você é. Porque essa forma como você conversa sobre o seu apoio, a gente percebe que é de coração, é por ideais, é por propósitos", disse o senador.