quinta-feira, 22 de abril de 2021
Política

DEPUTADA CRITICA ALTO NÚMERO DE HOMICÍDIOS CONTRA AS MULHERES NA BAHIA

Kátia Oliveira comenta pesquisa que aponta Bahia com maior número de homicídios contra mulheres: “A situação é muito grave”
Kátia Oliveira , Salvador | 05/03/2021 às 17:51
Kátia Oliveira comenta pesquisa que aponta Bahia com maior número de homicídios contra mulheres
Foto: Divulgação

A deputada estadual classificou como “muito grave” a situação da violência contra a mulher na Bahia após a divulgação de um levantamento realizado pela Rede de Observatórios da Segurança. Segundo dados do estudo, o estado lidera o ranking de homicídios contra mulher em 2020, com 111 casos, e está na terceira posição em número de feminicídios no ano passado, com 70 ocorrências. 

“São números alarmantes e que exigem medidas mais eficientes para combater a violência contra a mulher no nosso estado. Está evidente que o problema tem se agravado, principalmente agora na pandemia, e é mais do que necessário que ações de prevenção e repressão sejam adotadas agora, sob pena de continuarmos vendo estes números aumentarem”, alertou a deputada. 

Para ela, é preciso investir em políticas mais duras. “Precisamos, por um lado, fortalecer as medidas preventivas, com campanhas educativas e ampliação da rede de apoio e acolhimento. Por outro, precisamos fortalecer e ampliar também a atuação das forças de segurança, como as delegacias da mulher e a Ronda Maria da Penha, para inibir os agressores”, pontua a parlamentar. 

A pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança leva em conta dados de cinco estados: além da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Em relação aos homicídios de mulheres, o Ceará vem na segunda posição, com 91 casos. Já nos feminicídios, São Paulo lidera, com 200 ocorrências, seguido por Pernambuco (82). 

Na Bahia, o levantamento ainda aponta que, no ano passado, foram registradas 80 tentativas de feminicídio e agressão física, 26 casos de estupro e violência sexual e 11 ocorrências de tortura, sequestro e cárcere privado. Kátia Oliveira alerta que, embora a Bahia possua números mais graves, a situação da violência contra a mulher é também um problema que o país precisa enfrentar: “É um debate nacional urgente e necessário”.