quarta-feira, 30 de setembro de 2020
Política

PT ESTÁ NO COMANDO DO GOVERNO BAHIA HÁ 13 ANOS.DIMINUIU DESIGUALDADES?

Não se pode negar um avanço das conquistas sociais em vários governos e por conta da iniciativa privada
Tasso Franco , da redação em Salvador | 16/09/2020 às 19:03
Denice, Lidice e Fabíola e discurso errado
Foto: DIV
   O PT governa o Estado da Bahia há 13 anos e nesta quarta-feira, 16, oficializou a candidatura da chapa comandada pela major PM Denice Santiago, a prefeita da capital, tendo na vice a deputada médica Fabíola Mansur de Carvalho, sobrinha do ex-cel PM Mansur de Carvalho. 

   Na largada, tanto o PT; quanto o PSB vieram com o velho e surrado discurso de cuidar das pessoas e diminuir as desigualdades sociais. Denice foi mais longe e disse que a cidade nunca elegeu uma mulher negra para prefeita, apelando para conceitos étnicos, e esquecendo que Lidice da Mata já foi prefeita. 

   Lidice, de acordo com a mestiçagem baiana, onde 70% da população da capital é mestiça com matrilínea tendente a afro, estaria classificada dentro dessa norma. 

   Causa espécie nesse discurso corroborado pelo governador Rui Costa e pelo senador Jaques Wagner eles que estão no poder há 13 anos no comando do Estado, nalgumas propagandas do governo do Estado, época Rui, enaltece-se como sendo uma espécie de prefeito da capital diante de muitas obras realizadas em sua gestão, as de Wagner são esquecidas, então, era de se supor que essas desigualdades diminuiram. 

   E, o que é certo, diminuiram mesmo não só diante das ações do governo do Estado, como da Prefeitura e da iniciativa privada. Quem conhece o Cimatec sabe do que estou falando. Obra da iniciativa privada e que não discrimina quem quer que seja atendendo a todas as classes sociais. O Salvador Shopping, um dos maiores empreendimentos privados da cidade segue também nessa direção.

   Poderia citar várias obras da Prefeitura ao longo dos anos que ajudaram a diminuir as desigualdades sociais, desde o Projeto Mané Dendê ao Cidade Mãe que vem da época de Lidice. 

   Ora, querer usar esse discurso quando o processo está em curso e o governo do Estado é participe, não cola. O eleitorado não embarca nessa conversa. 

   Fabíola fala em "derrubar muros invisíveis" que "dividem Salvador". Isso vem desde a época da Colônia e ninguém conseguiu. É só ela analisar o governo de sua correligionária Lidice da Mata, entre 1993/1996, pior do país entre os avaliados segundo as pesquisas DataFolha.

   O discurso étnico nunca deu resultados em Salvador. O eleitor não vota pela cor da pele das pessoas e sim pelo mérito. Há, ainda, quem associe isso a religião, outra bobagem. João Henrique era crente, branco, nunca lavou a escadaria do Bonfim, curtia Carnaval só para tirar fotos, no entanto, foi eleito prefeito, em 2004, e reeleito, em 2008. 

   A major tem que procurar outro discurso. Existem outros afrodescendentes candidatos, o sgt Isidório e Olivia Santana. Olivia também está cometando esse erro enquanto Isidório, este sim, correto, vem falando coisas que a população quer ouvir e necessita. É também o discurso de Bruno Reis, da meritrocracia. 

   Rui faz um governo nesse diapasão. Está bem avaliado por que? 

   Por hospitais que o governo constroi e tem uma boa assistência na área da saúde, pelas vias expressas que melhora a mobilidade da população no momento de ir e vir para o trabalho e casa na capital, no avanço da nota do IDEB trabalho ainda da época do secretário Walter Pinheiro, das estradas, enfim, de realizações que ajudam, aí, sim, a diminuir as desigualdades sociais. 

   Falta incrementar a área do trabalho e da qualificação profissional que é o mais importante e não depende apenas do Estado e sim de todo um conjunto de ações envolvendo governos federal, estadual e municipal, além da iniciativa privada.

   Em nossa opinião, ou a dobradinha Denice/Fabíola muda o discurso ou não avança.