quarta-feira, 08 de julho de 2020
Política

PROTESTOS CRESCEM NO IRÃ CONTRA LÍDER RELIGIOSO QUE MENTEM PARA POVO

Lideres do Irã tentam se fortalecer
Da Redação , Salvador | 12/01/2020 às 19:21
Khamenei quer a união dos árabes
Foto: ID
Protestos se espalharam neste domingo ao redor do Irã pelo segundo dia, aumentando a pressão sobre os líderes do país, depois que as forças militares admitiram que derrubaram por engano um avião ucraniano no momento em que Teerã temia ataques aéreos dos Estados Unidos.

"Eles estão mentindo que o nosso inimigo é a América, nosso inimigo está aqui", gritava um grupo de manifestantes do lado de fora de uma universidade em Teerã, segundo vídeos publicados no Twitter. Dezenas de manifestantes foram mostrados do lado de fora de outra universidade na capital e em protestos em outras cidades.

Alguns veículos de imprensa também relataram protestos em universidades, depois das manifestações de sábado, motivadas pelo anúncio do Irã de que suas forças militares haviam equivocadamente derrubado o avião ucraniano na quarta-feira, matando todas as 176 pessoas a bordo.

LIDER QUER UNIÃO
 
O líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyyed Ali Khamenei, pediu neste domingo uma maior cooperação entre os países da região em meio a "condições desfavoráveis" no Oriente Médio.

Em uma reunião com o Emir Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, do Catar, em Teerã, o aiatolá Khamenei disse que a situação atual na região decorre de sedições promovidas pelos Estados Unidos e seus aliados.

"A única maneira de lidar com isso (a sedição dos EUA) é confiar na cooperação inter-regional", disse o líder.

O aiatolá Khamenei disse que os países regionais devem promover sua cooperação, embora "alguns que vieram para essa região do outro lado do mundo não favoreçam" essa colaboração.

"Os países e nações da região não aceitam mais esse autoritarismo e interferência", disse ele.

Por sua parte, o xeque Tamim adotou uma postura semelhante, dizendo que a cooperação regional deve aumentar e que os países da região devem se engajar em um "diálogo inclusivo".