quinta-feira, 04 de junho de 2020
Esporte

Bola de Ouro: Neymar ainda não a merece este prêmio, por NARA FRANCO

Por tudo que fez pelo Real Madri e pela seleção de Portugal, torço para o CR7. Se bem que Messi nunca está fora do páreo.
Nara Franco , Rio de Janeiro | 23/10/2017 às 13:15
Neymar é expulso em campo por peitar juiz
Foto: AFP
    Não vejo jogador de futebol atualmente que seja melhor que Messi. O argentino é discreto, calado e, quando aparece, decide. Gosto do estilo dele: não cava falta, não reclama, não peita árbitro. Simplesmente, joga. 

Cristiano Ronaldo, por sua vez, levou o Real Madri nas costas na última Liga dos Campeões.
O zagueiro Sérgio Ramos pode ter marcado os gols mais importantes, mas o CR7 foi decisivo
quando se precisou dele. Depois de perder o prêmio de melhor jogador para Messi por pelo
menos 5 anos, o português Ronaldo amadureceu. Parou de mirar apenas no espelho, como
bom narcisista que é, e resolver jogar bola. Cristiano é forte, marrento, mas sabe
liderar. Aprendeu na marra. O que se viu na última Eurocopa foi o crescimento dele
como jogador. Pode ser marketing? Pode. Mas deu resultado.

E Neymar? Neymar não passa de um menino mimado. Está a léguas e milhas de distância dos dois
concorrentes à Bola de Ouro da FIFA. Neymar, ao contrário de Messi, faz de cada falta
um espetáculo. Rola no chão, mergulha em piscinas imaginárias. Um teatro. Neymar peita
árbitro, é galinho de briga. No jogo de ontem (22) do PSG contra o Olympique de 
Marselha, mostrou mais uma vez porque nunca poderia ter sido capitão da seleção Brasileira.
Foi expulso por estar nervosinho e deixou seu time na mão. O uruguaio Cavani, desafeto do
atacante brasileiro, decidiu o jogo. Ironias do futebol.

Em sua edição de hoje (23), o jornal inglês The Guardian afirma que o "o primeiro cartão vermelho que o jogador levou com a camisa do clube (PSG) é prova de seu egoísmo e da arrogância de seus colegas de 
equipe". Concordo 100%. Neymar joga muita bola, mas assim como o CR7 no início da carreira,
está muito mais preocupado em aparecer. É muito menos decisivo que Messi e muito mais
espalhafatoso. Ao contário dos dois concorrentes, Neymar nunca ganhou como destaque
um título de peso. Cristiano é campeão europeu e Messi, na época de Guardiola, levou o
Barcelona a pelo menos 8 títulos, entre eles a Liga dos Campeões.

Neymar na seleção é um caso à parte. Na Copa do Mundo, não esteve no 7-1 por conta de uma
fratura na vértebra da coluna que, milagrosamente, ficou boa em menos de dois meses. Na Copa
América, contra a mesma Colômbia, arrumou confusão, foi expulso e deixou o time quando
a equipe mais precisava dele. 

Não vou negar que o jogador brilhou no Santos, teve momentos geniais no Barcelona e 
tem futuro brilhante pela frente. Mas antes é preciso cuidar da cabeça. Não dos penteados,
mas da cabeça para não se perder como muitos. Ainda é jogador imaturo, brigão, que quer
pegar a bola e jogar sozinho. A imprensa européia, ao contrário da brasileira, não
bajula o jogador. Hoje, dia 23, as principais análises da partida são críticas a seu comportamento.

Se ele ganhar a Bola de Ouro, o que acho improvável, Neymar entrará no Hall dos Melhores do Mundo.
Certamente não merece. Por tudo que fez pelo Real Madri e pela seleção de Portugal, torço
para o CR7. Se bem que Messi nunca está fora do páreo.

Minha torcida também é para que Neymar deixe a marra de lado e passe a encarar o futebol
com mais profissionalismo e menos ego. Que seja mais jogador e menos pop star. Está na hora
de mostrar a que veio.