quarta-feira, 26 de junho de 2019
Colunistas / A Boa Mesa
Dom Franquito

DOM FRANQUITO tira uma de Al Capone e prova o Tagliatelle Chicago

Um restaurante italiano em qualquer parte do mundo é sempre um bom local
15/11/2015 às 10:22
 Depois de Londres e Barcelona, minha cidade preferida na Europa é Berlim. 

   Mais do que Paris? - me perguntam. 

   Sim, mais do que Paris. Os franceses são personalistas e se acham, ainda hoje, os 'donos do mundo'. As francesas vá lá que sejam.

   Berlim além do charme atual de ser uma cidade livre, aberta, cosmopolita, tem uma história incrível e assustadora. 

   Centro político e militar de duas guerras mundiais, terra de Friedrich II (Frederico O Grande), de principes e princesas, da Catedral de Santa Hedviges, da Universidade Humboldt (28 nobéis), da Porta de Brandemburgo, do Muro de Berlim, tudo isso é de um fascínio impressionante.

   Só quem conhece a história de Berlim e seus personagens, desde a era prussiana, sente essa atmosfera que não acontece noutras cidades. 

   Até a Segunda Guerra Mundial (1939/1946), em Berlim existia a praça mais animada da Europa, a Potsdamer Platz (a Praça de Potsdam) onde foi instalado o primeiro semáfogo no ano de 1838. A cidade tem metrô desde o século XIX.

   Hoje, apesar das guerras e de tudo o que passou por lá, uma divisão territorial que durou 44 anos (1945/1989) reunificada há 25 anos é uma cidades alegre, viva, fantástica e de um povo discreto que não põe embaixo do tapete as suas mazelas e a época do nazismo.

   Berlim ouve e fala disso com frequência mas se soergue, avança, convida, aproxima as pessoas.

   Há nesta cidade de quase 4 milhões de habitantes, alto poder aquisitivo, centenas de bons restaurantes, objeto de nossa crônica semanal. 

   Existe de tudo, de brasileiros a tailandeses; muitos turcos e italianos; alemães e mexicanos. Mas a comida alemã 'não é lá essas Coca Cola'.

   Então, yo e la señora Bião de Jesus depois de darmos um giro pela igreja da Memória e arredores, fomos ao Restaurant Capone, na Kurfürstendamm, também conhecida com Ku'dammm, avenida com uma extensão de 3.5km, centro comercial de Berlim Ocidental depois da divisão da cidade, hoje, com seus edificios imponentes, gente elegante nas calçadas, lojas de marcas internacionais e shopping centeres.

   É o paraíso para se fazer compras, em especial na Kadewe, a imensa loja de departamentos.

   Mas, como nosso caixa encontra-se igual ao Brasil, em recessão, mal deu pra comprar um chapéu.

   Nos contentamos com o Restaurante Capone e um Pinot Branco Alto Adige.

   Como todo restaurante italiano havia gente falando alto, animação, tilintar de taças. 

   Dois ambinetes. Preferimos ficar na parte interna, pois, na externa pareceu-nos frio demais para nosso gosto apesar do aquecimento.

   Adoro os restaurantes italianos com seus penduricalhos nas paredes. O Capone, como o próprio nome inspira tem dezenas de fotos da época do gangester Al Capone e suas estripulias em Chicago, atrizes famosas, carros e metralhadoras.

   O garçom  que nos atendeu Lucka era o mais agitado dos italianos. Nos recomendou um Penne al Arrabbiata e um Tagiatelle Chicago à moda Capone.

   Já estava de olho nesta pedida e tirei uma foto com a madame Bião no estilo Capone.

   Dom Franquito el Capone fajuto.

   Comidinha trivial muito boa, da melhor qualidade e dentro do nosso padrão de consumo.

   Dá pra ser feliz em Belim gastando-se pouco e saboreando um bom petisco de Itália.
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Restaurante Capone 
Kurfürstendamm 202
10719 Berlim, Alemanha
Telefone (030) 889 220 23
www.capone-berlim.de
Penne Al arrabbiata 11.9 euros
Tagiliatelle Chicado 13,90 euros
Pinot Blaco 24.90 euros
Água 0.75 Selters 6.70 euros
MWST 19%  9.13 euros
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Cartões internacionais aceita-se
Classificação 3 DONS