quarta-feira, 26 de junho de 2019
Colunistas / A Boa Mesa
Dom Franquito

Confraria do marquês brinda con gusto um javaporco no Mercato di Vino

Dom Franquito foi ao Mercato di Vino saborear um javaporco - mistura de javali com porco - à moda baiana
18/09/2015 às 09:11
 A Confraria do Marquês da Placa Ford reuniu-se antes da Festa para San Gennaro NY para onde o confrade-mor deslocou-se na little Italy com o fito de saborear um javaporco, cruzamento de porco com javali, diante uma seleção mais competitiva do que a de Dunga.
 
   Pelo menos, essa seleção não perde nunca. Sempre vence. E, desta feita, no Mercato di Vino, a bendita casa dos Rehem, na Pituba, marcou mais rolhas do que os 7x1 da Alemanha no Brasil durante a última Copa do Mundo. Põe rolhas nisso segundo nosso meio de campo Roberto Carlos, vulgo Malaca, o qual atuava na cancha com bastante desenvoltura. 

   Na retranca mesmo só Carlos Silva, o lateral direito Carcará, regrado a base de água mineral, proprietário de quadros a bico de pena produzidos pelo artista visual Angelo Roberto, os quais Malaca diz serem seus, pero, há contestações. "Ele não tinha casa para colocar os quadros e eu os acolhi. Por isso foram salvos da destruição e me pertencem", afiança Carcará.

   Sem surpresas de um Renato Augusto, a esperança de Dunga, no Mercato a seleção do marquês estava composta por Milton Cedraz, Dinailton Oliveira, Carlos Mardem, Francisco Vieira, Adenilson Oliveira, Ion Campinho, Valdir Barbosa, Jolival Góes, Alberto Oliveira Filho, Antonio Magalhães, Roberto Carlos, Ivan Durão, Graciliano Bomfim, Sêo Barriga, Hélio Ribeiro e sentido alguns desfalques como os de Eliezer Varjão, Edinho Camisa de Seda, Pitú e outros.

   Claro que numa mesa dessas, aliás, duas mesas dada a quantidade dos convocados, o que não faltaram foram causos, desde as aventuras de Vavá Buceteiro a Bonitão, o golpe do canário com o dedo no fiofó, o furto do relógio de Bonitão que só havia pago a primeira prestação, o advogado urubu do bico mole e muchos Les Perdices pipocando as rolhas nas mesas.

   Eis que foi servida uma primeira rodada de tira-gosto quando a galera já estava querendo comer os guardanapos uma linguiça da mehor qualitté com farofa d'água e implementos picantes para alegria geral.

   Para mais satisfação, chega a campo Adenilson Oliveira com uma 'garrafita' da autêntica Serra do Ribeirão, cachaça originária de Amargosa armazenada em barril de Carvalho, coisa de fazer inveja aos escoceses da terra de sua majestade.

    Creio que foi Malaca quem pontuou: - Pena que a garrafa seja das pequenas e vai acabar logo.
Espada nela para abrir a moda turca.

   Adelante, foi servida uma rodada de carne do sol de Itororó, a terra do marquês, e anunciou-se que depois viria uma rodada de carne de jabá, para, finalmente, ser servido o javaporco. Vê-se, pois, que se tratava de uma jornada de longo-curso.

    A essa altura a seleção já havia marcado mais de doze gols e ninguém estava com a mínima pressa do jogo terminar. Jolival até ensaiou tons vocais da canção 'italiana', mas, faltava um violeiro. Valdir entusiasmado com a política confidenciava que iria lutar por uma vaga na Câmara Municipal de Conquista. Ivan Durão dissertava sobre a situação política de Camaçari. 

   Aí por volta das 3 da tarde e mais alguma coisa chega a mesa para ser destrinchado el javaporco. A seleção se perfilou para recebê-lo enquanto o maitre fazia o serviço dos cortes, maçarico em mãos, posando para as fotografias. 

   Juro que el java foi mais fotografado do que a seleção do Dunga. E que os cortes postos à mesa, bem servidos com salada e maionese estavam deliciosos. Dizer que sobrou algum pedaço seria fina ironia. A confraria estava faminta, não sei se por efeito do vinho ou porque a 'seleção' do marquês é boníssima de garfo.

   O Mercato di Vino ajudou na excelência. O lugar é agradável, os garçons são atenciosos, o ambiente é finíssimo, decoração primorosa e prateleiras de vinhos da melhor qualidade para quem quizesse ir às compras com orientação de um sommelier.

Independente do javaporco, que foi uma concessão da casa ao marquês para ser servido à confraria, o Mercato di vino funciona também como restaurante. A proposta é genial. 

   Os clientes chegam escolhem um dos vinhos nas prateleiras e há um cardápio básico de comida contemporânea. Ou seja, você é quem harmozina. As opções são dos clientes, pero, há sugestões. 

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Mercato di Vino
Rua Alexandre Herculano, 18
Pituba 
Fone 71. 3453.5154
Recomenda-se fazer reserva
Local com três ambientes climatizados
Manobrista R$15,00
Preços dos vinhos a depender da escolha
Vinhos selecionados por países nas prateleiras