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Direito

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA diz que SSP investiga o possível atentado

Com informações do Metro 1. Segundo Mauríco Barbosa, Aspra pode estar envolvida em ataques ocorridos após anúncio de greve
Da Redação , Salvador | 16/10/2019 às 12:01
Secretário Maurício Barbosa (centro) em coletiva à imprensa
Foto: Juliana Almirante/ Metro 1
O secretário de Segurança Pública do estado, Maurício Barbosa, afirmou, hoje (16), em entrevista coletiva, que há indícios de que policiais ligados à Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra) tenham se envolvido nos ataques que ocorreram após o primeiro anúncio de greve, na última semana.

"Nós temos visto ao longo desses últimos 15 dias uma série de ações, a começar pela incitação, provocada pela Aspra, de uma assembleia em que se dizia que a PM estava em greve, estava parada, e nós assistimos nos dias posteriores que a PM não aderiu em nenhum momento. (...) . São coisas que nós assistimos todos os dias, através de mensagens de áudio e de vídeo, e a partir de então vimos uma série de atentados contra agencias bancárias, vandalismos em ônibus e ameaças em redes sociais, o que levou criminosos a pensarem que a polícia estava parada. (...) Temos indícios de participação de pessoas ligadas à Aspra, seja pela sua filiação ou na própria defesa, como no caso do policial que foi baleado por agentes da Operação Gemeos em Itacaranha", afirmou.

Ainda segundo Barbosa, a SSP-BA tem trabalhado para identificar os envolvidos e encaminhado relatórios ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e ao Ministério Público Federal (MPF), a fim de viabilizar medidas como a operação deflagrada hoje.

Quanto ao suposto atentado denunciado pelo deputado estadual Soldado Prisco (PSC), líder do movimento paredista, o secretário afirmou que a Polícia Civil investiga o caso. "Estamos com toda a Polícia Civil empenhada nisso, com nossos melhores delegados, peritos e equipes, fazendo toda a investigação dessa situação, e esperamos que as vítimas, o mais breve possível, contribuam com a polícia, porque até agora não conseguimos ouvir essas pessoas que se dizem vítimas", disse.