quarta-feira, 20 de novembro de 2019
Direito

Marcola e integrantes do PCC são transferidos para presídios federais

Cúpula do PCC é transferida para presidios federais
Da Redação , Salvador | 13/02/2019 às 13:31
Movimentação de policiais no Aeroporto de SP
Foto: DIV
A Justiça de São Paulo determinou a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelo Ministério Público como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), da P2, em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, para um presídio federal. Além dele, pelo menos outros 21 integrantes da facção criminosa estão na lista de transferidos. Uma das principais razões para a transferência é a tentativa de quebrar a rede de comunicação que a facção instalou na P2, que acabou ficando conhecida como “escritório-sede do PCC”, revelada em escutas divulgadas pela Ponte. Embora seja considerada de segurança máxima, a unidade prisional foi, por exemplo, o berço para o surgimento das “sintonias”, forma com que a facção se organizou para atuar dentro e fora das prisões nos últimos anos.


Entre os presos transferidos estão Daniel Vinicius Canônico, o Canônico, Julio Cesar Guedes de Morais, o Carambola, Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal – que matou o juiz Antonio José Machado Dias, em março de 2003 -, Antonio José Miller Junior, o Granada e, Alejandro Juvenal Herbas Camacho, o Junior, irmão do Marcola. Confira a lista completa:

Em nota, o Ministério da Justiça informa que “a transferência ocorre em cumprimento à decisão da Justiça do Estado de São Paulo após pedido do Ministério Público de São Paulo”. A solicitação foi acolhida pelo TJ na semana passada, segundo o MP.

Não há confirmação oficial até o momento das unidades para as quais os presos serão transferidos, mas serão possivelmente a Penitenciária Federal de Mossoró (RN), onde está Fernandinho Beira-Mar, e a Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). Nesta quarta-feira,13, um decreto de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), publicado no Diário Oficial da União, autorizou o Exército a fazer a segurança dessas duas unidades. O documento foi assinado por Jair Bolsonaro, Sérgio Moro, General Augusto Heleno e Fernando Azevedo e Silva.