quinta-feira, 04 de mar?o de 2021
Cultura

ROSA DE LIMA APRESENTA LIVRO LISBOA COMO V NUNCA VIU, DE TASSO FRANCO

São 35 crônicas sobre Lisboa: Edição Ojuobá à venda pelo site da Amazon
Tasso Franco , da redação em Salvador | 18/02/2021 às 09:58
Lisboa como você nunca viu, a Pensão do Amor
Foto: BJÁ
   Creio que a maioria da população brasileira tem a capital portuguesa, a velha cidade de Lisboa, como a sua segunda cidade do coração. Velha não tem sentido pejorativo. Pelo contrário, até Amália Rodrigues, a mais destacada fadista portuguesa cantou-a assim (Lisboa velha cidade/sempre formosa a sorrir) e tem sentido esse epíteto, pois não lhe faltam idade e história desde os primórdios das tribos lusitanas passando pelas ocupações romana e árabe a.C. no século VIII a reconquista com Afonso Henriques, o pai da Pátra, até os dias atuais.

   Lembrando que o glorioso Santo Antônio (Fernando de Bulhões), tão querido no Brasul, nasceu em Lisboa no século XII.
  
   Em crônicas, o jornalista Tasso Franco nos presenteou com o livro "Lisboa como você nunca viu - a Pensão do Amor (Editora Ojuobá, 140 páginas, 2020, R$35,00 à venda pelo site da Amazon) uma narrativa dos principais pontos turísticos da capital portuguesa, de alguns costumes, da culinária e dos personagens da história de Portugal, desde os navegadores responsáveis por grandes descobertas, a Fernando Pessoa e José Saramago.

   O livro é uma delícia para ser lido (36 crônicas) com texto jornalístico, linguagem acessível aos mortais, começando com o local que dá sub-titulo ao livro (A pensão do amor) uma casa na Ladeira do Alecrim que, em tempos idos era um prostíbulo e as 'meninas' atendiam os marinheiros estrangeiros e portugueses que navegavam pelo Tejo. Hoje, é um bar, teatro e restaurante dos mais animados da capital portuguesa que serve uma comidinha deliciosa e tem shows intimistas todas as noites. 

   Fica localizado na Zona Rosa lisboeta dos deslocados onde existem outros bares e casas como shows de drags e outros.
 
   Franco não esqueceu de falar do melhor pastel de bacalhau da cidade na rua Augusta centro da baixa pombalina e daí seguiu para o Museu Nacional de Azulejos situado no antigo Convento da Madre de Deus fundado em 1509 pela rainha Leonor, em Santa Apolônia. São milhares de peças de uma das artes portuguesas mais destacadas deste país (a azulejaria) contando toda a história de Portugal.

   De retorno, foi conhecer o bacalhau a lagareiro no Restaurante da Marlene Vieira no Mercado da Ribeira. Depois, passeou de "Tuc-Tuc" que são os carrinhos elétricos da Tesla, em moda.

   No livro, o jornalista aborda, ainda, o Castelo de São Jorge, morada de reis e generais, ponto turístico mais visitado da cidade; o por do Sol na Torre de Belém, um dos monumentos mais bonitos situado à marge do Tejo, na prainha; o Elevador da Santa Justa, art noveau no coração da cidade que leva as pessoas da baixa ao Carmo; o local onde nasceu Santo Antônio, na cidade velha, e o seu santuário; a igreja de Santa Maria de Belém onde repousam os restos mortais de Camões e Fernando Pessoa; o Mosteiro dos Jerônimos a obra monumental no estilo manuelino; as torres da cidade que nasceram com a ocupação romana; e o Rio Tejo, a sétima maravilha da cidade, que nasce na Espanha e corta Lisboa de ponta a ponta local de partida das naus que descobriram o Brasil.

   Da culinária portuguesa, além do bacalhau da Marlene, Franco fala das sardinhas temperadas no vinho servidas na Travessa do Cotovelo; do polvo confitado no Aura Lisboa localizado no Terreiro do Paço; das delícias encontradas nas padarias, as portas abertas do céu; do bacalhau a campinho do Bistrô Arco da Velha; do Café Martinho da Arcada (preferido de Fernando Pessoa) e o bacalhau espiritual; dos docinhos que nasceram nos conventos e cairam no gosto do povo; das delicias encontradas na Brazileira do Chiado; e do cabrito assado do Lisboa é uma festa.

   São crônicas que revelam o charme da capital portuguesa com sua gente hospitaleira e educada, a Mouraria bairro berço do fado com Severa Onofriana; o estilo manuelino destaque na arquitetura com várias obras; o ascensor da Bica o bondinho charmoso da Baixa do Chalariz; o Miradouro de Santa Catarina e a vista maravilhosa do Rio Tejo; as ladeiras e becos quebra-bundas; de tudo um pouco da capital portuguesa.

   Um livro para ser lido num fôlego só e servir de guia para quem deseja visitar a capital portuguesa.