ter?a-feira, 24 de novembro de 2020
Cultura

DOM FRANQUITO SAUDOSISTA LEMBRA DOS CAMARÕES NA NATA DO REPÚBLICA, AJU

Crônica originalmente publicada em 2014
Dom Franquito , Salvador | 19/10/2020 às 16:58
Camarões na nata
Foto: BJÁ
  O jornalista Tasso Franco publicou nesta segunda-feira, 19, a 34ª crônica do seu livro Dom Franquito, 96 resaurantes ao redor do mundo, no aplicativo wattpa, sobre o República de Aracaju, em Atalia. Veja crônica abaixo e as demais no wattpad.

   OS CAMARÕES NA NATA DO REPÚBLICA DOS CAMARÕES, EM ARACAJU

    O nome do local é criativo: República dos Camarões. Não se trata de algum sítio numa dessas republiquetas de bananas da América Latina, nem muito menos de la République du Cameroun país africano ao sul da Nigéria cuja capital é Yaoundé, onde se fala francês. 

   Antes mesmo da descoberta do Brasil, em 1472, navegadores portugueses, capitaneados por Lopo Gonçalves e também Fernão do Pó, chegaram ao estuário de um grande curso d'água na localidade de Duala, África. Notaram a abundância de camarões nos mangues do rio Wouri e o denominaram rio dos Camarões, hoje, país independente, República dos Camarões. 

   Por sinal, adversária do Brasil na Copa do Mundo que se aproxima.

   A República dos Camarões visitada por mim e a señora Bião de Jesus, no entanto, fica no outro lado do Atlântico, na orla de Atalaia, em Aracaju, onde numa casa estilo chalé suiço alpino, é como se estivesse em peregrinação às margens do Wouri, pois, serve-se todo tipo de camarão à mesa, a ser saboreado com vinho, de preferência um branco.

   A variedade é enorme: camarões à delícia com catupiry, talharim ao molho de camarão, camarão à grega, camarões a la República no modelito pistola, camarões a 4 queijos, camarões à sergipana com ensopado no leite de coco, caramões à brócilis, camarões fritos, camarões na manteiga, camarões de moqueca, camarões ao creme de moranga, espaguete ao molho de camarões, camarões crocantes, risoto de camarões, tantos são os pratos que o cliente fica até na dúvida qual deles pedir.

   Daí que o melho é se aconselhar com os garçons, por sinal, bastante atenciosos e discretos. Então, por sugestão do mäitre depois que a señora Bião conferiu o cardápio n vezes, na dúvida entre um à grega; ou à francesa, escolheu a pedida Camarões na Nata, com os ditos frescos refogados no azeite com cebola montada em camadas, com purê e creme de leite gratinado ao queijo, acompanhado de risoto.

   Acertamos em cheio. Sim, na casa fundada em 2001 por Antonio Viana Omena (in-memoria) nada melhor do que um Casal Garcia verde português levemente gelado. 

   Um jovem cantor executava peças do cancioneiro brasis com galhardia e noutra mesa próxima da nossa eis que o repórter Zé Raimundo, da TV Bahia/Rede Globo, também se deliciava com companheiros de trabalho, num desses camarões de la República.

   Por pouco não levanto e dou vivas a la Republic como se estivesse na Praça da Republica em Paris. Mas, como estava em Aracaju e as pessoas não se mostravam interessadas em levar ninguém á bastilha, me contive.

   Diria que gostamos muito do República dos Camarões sergipano. Come-se bem, com fartura, não se pesca os camarões no prato como acontece em algumas casas, e o atendimento do pessoal da casa é primoroso.

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Restaurante República dos Camaraões

Av Santos Dumont, Quiosque 10 Aracaju SE

Fone 79. 3255-3361

Camraões na Nata R$61,00 (serve duas pessoas)

Ar condiconado e música ao vivo

Atendimento primoroso

*** Crônica original de 2014