quinta-feira, 13 de agosto de 2020
Cultura

THE BEATLES: RINGO STAR COMPLETA 80 ANOS E DIZ SEGUE TOCANDO BATERIA

Com informações do Portal Público, Portugal
Tasso Franco , da redação em Salvador | 07/07/2020 às 18:24
Ringo, 80 anos de idade, sentindo-se com 24
Foto: DIV
Ringo Starr faz 80 anos esta terça-feira e, apesar de a pandemia não o deixar celebrar em grande, o artista vai fazer um concerto caseiro, com transmissão em directo no seu canal de YouTube a partir das 17h em Los Angeles, onde vive (1h em Portugal). Paul McCartney, Dave Grohl, Joe Walsh, Sheryl Crow, Jeff Bridges, Elvis Costello, Peter Frampton, Willie Nelson e Jackson Browne são alguns dos muitos nomes que ajudarão o eterno Beatle a apagar as velas.

Ringo é ambíguo quanto ao número 80. Por um lado, diz à revista Rolling Stone, não consegue acreditar que já atingiu a marca. “De certa forma, sinto que ainda não passei dos 24”, ri-se, a postura de “Beatle simpático” intacta. “Nós temos dito que eu ainda só tenho 79 anos porque, se tudo correr bem, vamos festejar como deve ser para o ano.” Por outro lado, o baterista não faz planos de abrandar. “Tenho tocado mais do que nunca”, explica ao diário espanhol El País, assegurando que não quer pendurar as baquetas tão cedo.

Neste Ringo’s Big Birthday Show, que, adianta ao El País, terá um carácter solidário, com lucros que reverterão para associações de apoio ao movimento Black Lives Matter e organizações como a Fundação David Lynch, a MusiCares ou a WaterAid, o artista apresentará uma recriação do tema Give More Love, gravado em 2017 para o seu 19.º disco a solo. Parece uma altura apropriada para recuperar a mensagem, sublinha, quando os protestos raciais ainda ecoam de forma inflamada nos Estados Unidos.

O músico lembra à Rolling Stone que, em 1964, os Beatles impuseram-se antes de uma apresentação na cidade de Jacksonville, na Flórida, que “supostamente não poderia acolher pessoas negras” no público. “Isso para nós era muito difícil de assimilar e compreender. A maior parte dos nossos heróis eram músicos e cantores afro-americanos. Não havia forma de aquilo ter qualquer tipo de cabimento para nós”, conta.