segunda-feira, 26 de agosto de 2019
Bahia

Café Cultural homenageia educadoras que atuam com autoafirmação negra

Evento aconteceu nesta terça-feira (14)
Imprensa Lauro , Lauro de Freitas | 16/05/2019 às 12:25
Café Cultural homenageia educadoras que atuam com autoafirmação negra
Foto: Laerte Santana
A segundo edição do Café Cultural, nesta terça-feira (14), na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Educação de Lauro de Freitas (Semed), foi marcada por valorização, reconhecimento profissional e reflexões referentes a importância de discussões sobre a cultura afrobrasileira em atividades pedagógicas. Em mais um momento simbólico de homenagem aos profissionais que atuam com a autoafirmação negra na rede municipal, o projeto destacou a atuação das educadoras Fátima Santana Santos, do Centro Educacional Djalma Ramos, do Bairro de Vida Nova, e Ladjane Alves Souza, da Escola Municipal Paulo Freire, no Itinga.
O Café Cultural é promovido pelo Departamento de Inclusão e Diversidade da Coordenação da Educação Básica da Semed. A primeira edição do evento ocorreu em março, destacando o trabalho da educadora Ana Accioly, da Escola Municipal Santa Júlia, situada no Bairro de Itinga.  Segundo o coordenador do Departamento de Inclusão e Diversidade, Eriosvaldo Menezes, o projeto já tem uma programação pré-definida até o mês de novembro, sempre destacando profissionais da rede que atuam com o objetivo de colaborar com a formação de cidadãos aptos a construírem uma sociedade mais justa e mais igualitária.
Segundo Menezes, as homenageadas desta edição também tiveram seus trabalhos reconhecidos nacionalmente, por meio do Prêmio Nacional da Fundação Bradesco e da Universidade Federal do Pará. A proposta das educadoras inclui atividades que permitem os educandos conhecerem e vivenciarem aspectos da história e transformações da cultura afrobrasileira.  Por exemplo, em uma de suas experiências, a professora Ladjane Alves orientou seus alunos em trabalho de pesquisa sobre a história de seu Domingos Balaieiro, também conhecido como ‘Zé Balaieiro’.
Como o nome indica, trata de um famoso artesão laurofreitense produtor de balaios – cestos confeccionados com palhas. Seu Zé Balaieiro é um elemento da memória local, pois por meio de sua história pessoal é possível conhecer as transformações da cidade, as relações raciais, entre outros aspectos importantes para que os educandos descubram especificidades da cultura afrobrasileira. Do mesmo modo, o trabalho da professora Fátima Santos com o sambista Riachão, é importante para despertar no educando um posicionamento crítico sobre as diferenças étnicas.