quinta-feira, 02 de julho de 2020

A HIPOCRISIA DOS Royalties e a mancada de Cabral

Nara Franco
10/03/2013 às 10:50
O ex presidente Lula ao anunciar a descoberta do 
      pré-sal colocou o Brasil num patamar de riqueza
      assombroso, que cinco anos depois se mostrou uma
      uma bela jogada de marketing. Até hoje, nenhuma 
      gota de petróleo do pré-sal saiu dos mares 
      brasileiros. Zero. Nada. 

      Ainda assim, os estados não
      produtores, que produzem minério, soja, entre outros,
      querem dividir essa riqueza inexistente, alterando
      contratos firmados e a lei vigente estabelecida em 1997. 
      No melhor estilo, se não tem cão vamos caçar com gatos. 
                                            
      Essa partilha esdrúxula, coloca em jogo a validade do pacto federativo. 
      Como disse Merval Pereira em sua coluna no jornal O Globo, o pré-sal até agora 
      produziu apenas perdedores. Dividiu o país e dinheiro que é bom ...
Faltou força política ao Governo do Rio
      do Rio para segurar o motim pró-partilha. O maior
      erro de Sergio Cabral foi acreditar que tudo seria como
      antes com a eleição de Dilma. Dilma não é Lula. A tão
      falada união entre poderes acabou e o que se vê hoje 
      é o estado do Rio de Janeiro isolado na Federacao. 
                                  
      Pior que a derrota de Cabral é ver o verdadeiro "Barata
      voa" que se tornou o Legislativo brasileiro. A semana
      foi memorável no PIOR sentido. Um racista homofóbico
      foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos.
      Ou seja, vai "defender" mimorias que detesta. A sessão
      de votação dos royalties foi uma cena grotesca de 
      parlamentares aos berros, presidida por Renan 
      Calheiros, um senador envolvido em uma dezena de                
      de casos de corrupção.       
                             
      O Brasil vive uma crise moral e política. Aprovamos
      a Lei da Ficha Limpa, mas basta olhar para os  
      principais cabeças do Congresso e suas comissões para
      sentar e chorar. A crise política se dá quando os 
      "partidos" não apresentam projetos políticos, mas 
      sim projetos de pessoais de poder. Marina Silva,
      Eduardo Campos, Aécio Neves, Dilma Rousseff . 
      Todos de olhor no poder, menos no Brasil. 
                                          
      Sergio Cabral radicalizou e suspendeu os pagamentos do estado, com exceção
      dos servidores. Diz-se nos bastidores do Palácio Guanabara que o rompimento
      do PMDB fluminense com o PT. É esperar para ver.
      (* Nara Franco é jornalista)