sexta-feira, 30 de outubro de 2020

DIOGO COMENTA FILMES SOBRE AYRTON SENNA E JOSÉ SARAMAGO

Diogo Berni
17/11/2010 às 08:16

Foto: DIV
Documentário sobre Ayrton é rico e mostra talento que não nasce todo dia
 Para o cardápio cinéfilo de hoje temos os documentários de Saramago e Senna. Começarei pelo último que vi, e ainda encontro-me sobressalto de forma positiva. Refiro-me a Ayrton Senna do Brasil, mas poderia ser facilmente do mundo também.
 
  O documentário é rico, não digo inconteste, mas nobre em dar a sua devida intensidade a figura humana que foi Aírton, mas antes de tudo a dar valor a um talento que não nasce todo dia nem a pau. 

  Por Crer em Deus se tornou um ícone da história do esporte mundial, mas não só por isso amigos: estamos falando aqui de um ser iluminado que transformou pessoas tristes em felizes todos os domingos em um país fudido como o Brasil era na época (era ainda mais nas décadas de 80/90, da qual me refiro).

  O documentário mostra ainda a sua forma de revolucionar a politica de f-1, dando apito aos pilotos a lutarem por segurança, coisa pela qual foi vítima em Ímola, em maio de 1994.

  Vai nascer mais um Ayrton Senna da Silva? Fácil responder: Não, o cara era foda.

  Pillar e Saramago foi um documentário legal em detalhes da sua vida com sua esposa e empresária ou secretária. Sua obra imortal mostra ainda que podemos nos deixar influenciar por esse ateu comunista português.

   O Saramago foi um exímio contador de estórias, estas por sua vez muitas vezes se parecem com a realidade por sua astúcia, sensibilidade e altruísmo de se mostrar quem é, e dar a sua parcela de significância para a construção de uma humanidade mais crítica e sabedora de sua estória, sempre com uma pitada de humor.

   Tenho tido uma boa percepção ao ver as sinopses de filmes e escolhido bem, modesta a parte. Refiro-me ao romeno Contos da era dourada e ao Barria: a porta do vento. Os dois tem uma singularidade entre si: abordam estórias de vida em regimes comunistas ou ditatoriais.

  O Barria : a porta do vento: mostra uma pequena cidade na Sicília na era ou regime Stalinista. A película aborda e se entrelaça com o comunismo de forma "tão italiana", de forma que não dá pra sair do cinema com pelo menos com um sorriso no rosto. Eita povo bom, igual a esse é difícil.

  Os contos da era dourada fala dos trambiques que se tem de se fazer quando se vive em uma ditadura. Um conto mais bacana que outro, com o primeiro sendo o mais divertido:Um casal se fazendo de inspetores da vigilância sanitária verificando as residências e roubando garrafas com "ar" e águas "poluídas" para revendê-las e descolarem um troco.