quinta-feira, 26 de novembro de 2020

VENTO FRIO DO CERRADO

Eduardo Balduino
12/01/2010 às 08:14
Foto: Alma Carioca
A neblina não pode encobrir os segredos da República
A imprensa escrita, falada, televisada, nacional e regional, tem uma grande oportunidade neste início do eleitoral 2010, de se redimir e prestar um grande serviço à Nação e a todos os brasileiros.

O recado que vem do vento frio e seco do cerrado, onde se instala como uma legítima árvore deste rico bioma - pequena e retorcida, porém bela - a tal República com seus três galhos, ou poderes, é muito sério: há um processo profundo e imediatista de mudança institucional, gestado no Palácio do Planalto.

São flores raras, que tanto podem produzir frutos generosos, quanto plantas carnívoras de extremo apetite. Esta definição se dará a depender do insumos aplicados. E para se aplicar o remédio correto, o melhor pesticida e o mais nutriente insumo, é reciso ue todos os jardineiros saibam exatamente com o que estão se deparando.
 
E cabe à imprensa esse papel.

A saber, e já apresentados ao distinto público, temos o Estatuto da Administração Pública, quepromove revoluções conceituais no Estado, e o já controverso Plano Nacional dos Direitos Humanos, que traz até o direito dos humanos considerados especiais de intevirem na vida dos humanos simplesmente mortais, ao ponto de definir se as informações que lhes são oferecidas são passíveis de extinção tais ervas daninhas.

Até agora, a discussão e o debate se resume a opiniões contra ou a favor. Mas, deve se perguntar, contra ou a favor de quê mesmo?

O distinto público, mesmo o que se acha mais distinto que os outros, precisa saber os detalhes de cada plano. Esclarecer é preciso, até porque, nna superficialidade perigosa do discurso para as massas, até as mudanças pontuaias, para satisfazer um ou outro grupo mais influente, não clarificam o que está sendo mudado e se a mudança é realmente boa.

O debate só será profícuo se cada vírgula, cada ponto e vírgula, cada ponto parágrafo e cada ponto final ficarem absolutamente transparentes e inteligíveis. E esse papel cabe à imprensa, alimentando a grande discussão nos pelários do Congresso Nacional.

Antes que mais um fato consumado se perpetue, como se perpetua, exatamente por falta do devido esclarecimento das coisas, a mais venenosa das ervas daninhas que ataca os jardins de nossa jovem Democracia: o canteiro do tanto faz.