2. “São anos de sofrimento da população da Venezuela, imposto pela ditadura de Maduro, com a destruição na economia, fome, miséria e perseguição a quem pensava diferente. Finalmente, o povo venezuelano vai começar uma nova história”, celebrou Sanches.
3. O deputado recordou ainda que Maduro nunca exerceu a presidência de forma legítima e que as sucessivas fraudes no processo eleitoral são amplamente denunciadas pela comunidade internacional, como a que ocorreu no último pleito de 2024. “Maduro é, na verdade, um ditador travestido de presidente, que se mantém no poder fraudando as eleições. A Venezuela é um estranho caso onde a Constituição era usada para dar amparo a uma ditadura”.
4. Alan Sanches projeta que a ruptura do regime de maduro abre caminho para um novo ciclo democrático na Venezuela. “Graças a Deus, os Estados Unidos retiraram esse monstro do poder e espero que comece um novo tempo para o povo venezuelano, com uma nova democracia, levando uma vida mais digna e feliz ao seu povo”, completou.
5. O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Tiago Correia (PSDB), disse que a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro representa um marco simbólico na reafirmação dos valores democráticos na América Latina.
6. “Não se trata de um ataque à soberania de um país, como tentam fazer crer algumas narrativas ideológicas, mas de uma resposta direta a um regime que, ao longo dos anos, desmontou sistematicamente o Estado Democrático de Direito na Venezuela”, firmou.
7. Correia avaliou que verdadeira agressão à soberania venezuelana não veio de fora, “ela se consolidou internamente, quando a vontade de um governante passou a se sobrepor às instituições, às leis e, sobretudo, ao povo. A supressão de eleições livres, o controle do Judiciário, a perseguição a opositores, o cerceamento da imprensa e o colapso deliberado das condições sociais transformaram a Venezuela em um exemplo claro de como regimes personalistas corroem a democracia por dentro”.
8. Para o deputado, o discurso de que ações contra ditaduras seriam ataques aos povos latino-americanos inverte a realidade dos fatos. “Ditaduras não representam seus povos, representam apenas a perpetuação de projetos de poder baseados na força, no medo e na miséria como instrumentos de controle social.
9. O sofrimento do povo venezuelano, expresso no êxodo em massa, na pobreza estrutural e na perda de direitos básicos, é consequência direta desse modelo autoritário”, observou o líder da oposição.
10. Para Tiago Correia, o fato mais grave é o fato de que esse arranjo político não se limita a fronteiras nacionais, “integra um desenho mais amplo, replicável, que busca naturalizar o enfraquecimento das instituições, relativizar a legalidade e concentrar poder sob o pretexto de soberania popular. Trata-se de um risco concreto para toda a América do Sul.
11. Celebrar o fim de um regime autoritário não é celebrar interferência externa, mas sim defender princípios universais: liberdade, dignidade humana, alternância de poder e respeito às leis. A democracia não pode ser refém da vontade de um indivíduo, nem pode ser relativizada em nome de projetos ideológicos que produzem miséria e opressão”.
12. O deputado finalizou afirmando que defesa da soberania começa, necessariamente, pela defesa do povo e de suas instituições democráticas. “Qualquer coisa diferente disso é apenas retórica para justificar o injustificável”, concluiu.
13. Deputado Hilton Coelho manifesta solidariedade ao povo da Venezuela O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) manifestou solidariedade e apoio ao povo da Venezuela contra o que qualifica como “ataque imperialista dos Estados Unidos que atinge o direito à autodeterminação dos povos.
14. O que está em curso na Venezuela não é um episódio isolado, mas o primeiro ato de uma nova ofensiva imperialista na América Latina. Se os Estados Unidos não forem contidos, a escalada conduzida por lideranças irresponsáveis e belicistas aumentará e nenhuma democracia estará segura daqui em diante. É preciso que se regule os Estados Unidos”, disse.
15. Para o parlamentar, “a Venezuela volta a ser tratada como laboratório de guerra imperialista, cerco econômico, chantagem diplomática e ameaça militar aberta. O roteiro é velho, conhecido e sangrento. A América Latina já pagou caro demais por golpes patrocinados, sanções criminosas, guerras ‘humanitárias’, mentiras travestidas de defesa da democracia.
16. A Venezuela não é colônia. Não é quintal. Não é alvo legítimo de agressão estrangeira. A autodeterminação dos povos é um princípio inegociável do direito internacional e da dignidade humana, não uma moeda de troca para potências que vivem de saquear recursos naturais, impor medo e destruir soberanias.
17. O legislador acrescenta que “diante da avalanche de desinformação, operações psicológicas e manipulações midiáticas, exigimos transparência total. Exigimos que se apresentem provas concretas sobre a situação política e institucional do país, inclusive sobre a integridade física e a condições do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Adela Gavidia Flores de Maduro, deputada na Assembleia Nacional da Venezuela pelo seu estado natal de Cojedes”.
18. ilton Coelho conclui afirmando que “o governo brasileiro tem a obrigação de tomar medidas imediatas em defesa da Venezuela. Defender a soberania da Venezuela é defender o direito de todos os povos decidirem seu próprio destino. É afirmar que nenhum país tem o direito de impor governos, modelos econômicos ou submissão política a outro. Nenhuma agressão será normalizada. Nenhuma sanção criminosa será aceita como diplomacia. Nenhuma guerra será chamada de busca de paz. A história ensina que nenhum império é eterno. Os povos resistem. Estamos juntos nesta luta”.