quarta-feira, 08 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

FROZEN, da Disney, é animação de cair o queixo

Titãs – A vida até parece uma festa, do músico e diretor Branco Mello, 2009, Brasil. O documentário nos conta em detalhes a trajetória de uma das bandas de rock nacional mais famosas do país.
18/01/2014 às 17:21
 Frozen – Uma aventura congelante,  EUA, 2013. Com a marca registrada e porque não escrever e cravar também como monopolizadora do gênero no desenho animativo a Walt Disney faz mais uma animação para “cair nossos queixos”. 

   Antes da animação ou filme principal temos para os mais saudosos um belo curta-metragem, que nos mata de saudades os nossos tempos de criança com o Mickey e a Mine saindo de muitas confusões; Curta metragem esse rodado em preto e branco, porém com a marca Disney de qualidade.

   Entretanto ou entretendo-nos com a animação do longa metragem Frozen, que nos conta a estória de uma lenda de uma princesa que sofre de um mal presságio ou bruxaria em que tudo que ela toca vira gelo, assim como uma insônia ou algo do tipo, já desde muita nova ela sabe que tem tal poder estranho: o de congelar a tudo e a todos. 

   Ainda criança quando brincava com sua irmã mais nova, ela cometera, por acidente, uma queda da sua maninha por um suposto raio mágico e congelante. Acidente ou brincadeira este que fizeram com que seus pais  a separassem para que mais ocorridos dessa natureza ocorressem. Lembremos que esta belíssima produção da Disney se rodou inteiramente em formato de musical, o que nos faz ficarmos ainda mais contentes com o resultado do filme ou animação. 

   Mas quando suas irmãs ficam mais grandinhas elas querem tomar rumos diferentes; Enquanto a “poderosa” primogênita quer se esconder para não ferir ninguém com sua natureza ou raios congelantes, a caçula ( que não sabe do poder da irmã ) só pensa em namorar. 

   Eis que surge a problemática do filme cantado quando a caçula tenta apresentar o seu suposto pretendente a sua irmã “estranha”. Com uma perfeição estupenda nas animações e canções Frozem nos encanta com seu frio, sua neve e faz com que esquecemos por um pequeno período de tempo esta estação que começara já torrando nossos miolos, que é o nosso verão brasileiro, e em especial o nordestino: haja ar condicionado para agüentarmos a pior estação do ano. Como dizia o poetinha baiano-carioca Vinicius de Moraes: “ Me desculpem as muito feias, mas beleza é fundamental”. E em quesito beleza se for uma animação produzida pela Disney pode conferir sem medo, pois coisa boa é.
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   O Sol Do Meio Dia, da Eliane Caffé, Brasil, 2010. Diretora esta que largou a faculdade de psicologia no último ano e se enveredou na sétima arte, não saindo jamais. Como uma quase psicóloga formada a diretora instiga justamente na construção dos seus personagens e nesse belo filme rodado na mata amazônica e em Belém não é diferente. 
   
  Em estupenda atuação Chico Diaz interpreta um barqueiro que usava peruca e fugia dos padrões, escrevemos assim. A trama é balanceada com a atuação de Luís Carlos Vasconcelos, que é personagem mais retraída criado pela diretora e roteirista pra lá de existencialista. 

   A trama tem sua boa parte a bordo de um barco no infinito Rio Amazonas entre somente os dois personagens masculinos. Em redondezas a chegada à Belém entra-se a personagem feminina do enredo, que era a de uma mãe querendo tirar sua filha de um prostíbulo. 

   Em situações sempre atípicas ( o que não poderia ser diferente se tratando de Eliane Caffé ) os dois homens e essa mãe sofrida vão se encontrando na vida, ora por obra do destino ou por vontade própria. Um filme denso no que tange a dramaticidade de seus personagens e suas vivencias puramente humanas, porém sem o êxito em indagações dos personagens, ou seja, não fica claro o sentido que tal personagem toma tal decisão ( não vou escrever qual é o personagem para não estragar o final ) para até que compreendamos o filme e/ou a existência dele.

   Essa é a Eliane Caffé: sempre nos surpreendendo com seus roteiros existencialistas, mas pouco elucidativos. De qualquer forma pela atuação dos personagens um filme bacana.
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   Titãs – A vida até parece uma festa, do músico e diretor Branco Mello, 2009, Brasil. O documentário nos conta em detalhes a trajetória de uma das bandas de rock nacional mais famosa e bem sucedida desde meados dos anos 1980 até seu último álbum, há pouco tempo atrás. 
  A raiz da banda era a punk, mas com o tempo o grupo acabara sendo mais pop do que qualquer outro gênero, especialmente após a saída da mente pensante, que era o Arnaldo Antunes. Depois da desgraça da morte do guitarrista e fundador da banda Marcelo Frommer, aí que os Titãs se desmorona de vez, pois a segunda cabeça pensante do grupo os deixa, que era justamente o Nando Reis. 

   Com a morte do Marcelo e as saídas do Nando e do Arnaldo a banda só não acaba por teimosia do vocalista Brando Mello; Teimosia essa que lhe rendera um câncer, mas para alívio dos “Titãnomaquioquos” ele sobrevive da doença e toca o barco da banda produzindo mais dois ou três Cds de pouca qualidade ou relevância se compararmos com os primeiros Eps do grupo - principalmente o EP Cabeça Dinossauro , Ep este de 1980 que colocou agora os cinquentões do rock nacional em turnê do Iapoque ao Chuí somente para reapresentar as músicas do lendário, e filho único Ep ou elipê. Fato é que quando pensamos em rock nacional não podemos esquecer dos Titãs, e esse documentário mostra categoricamente o lado B da banda durante mais de trinta anos de estrada.