quarta-feira, 08 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

GRANDE GATSBAY é uma bela fita tocante e poética

Depois da Terra (After Earth) é bem interessante
15/06/2013 às 13:09
Grande Gatsby, dirigido e roteirizado por Baz Luhrmann ,EUA, 2013. O filme narra à efervescência econômica de Nova Yorque nos anos 1920 e uma linda trama de amor, mas de dor e preconceito também, seja este de ordem social ou familiar.

   Para quem não tinha nascido em berço de ouro ser considerado e respeitado era deveras dificultoso, coisa que não mudou muito até hoje, apenas estancamos essa ferida de cachorro vira-lata  e deixamos menos aberta ou visível. 

   A trama era composta por um iniciante jovem ambicioso da bolsa de valores de NY city, sua linda prima que era casada com um nobre e por fim por um ser excêntrico nobre interpretado por Leonardo DiCaprio que dava grandes festas em que NY city inteira ia sem ser convidada, caso curioso esse. 

   Todos curtiam as festas com direito a open bar e outras cositas mais, porém nunca se via o dono da casa. Por isso as especulações do senhor dono da mansão eram muitas e de toda natureza, inclusive muitas vezes colocando em xeque o porquê daquele homem em que não aparecia ter se enriquecido tanto e ninguém saber o motivo. 

   A critica do filme foi negativa internacionalmente e inclusive em Cannes, pois o filme é uma adaptação do livro homônimo do escritor F. Scott Fitzgerald ( livro que não li e talvez por isso tenha gostado do filme ). 

   Todavia voltando ao filme o excêntrico ricaço só aparece em cena quando convida uma única pessoa a ir a sua festa. Aí sabemos quem o é: trata-se de um homem de origem rica que estudou em Oxford apesar de ser dos EUA e que não tem mais nenhum parente vivo.

    Quem ele convida é o tal jovem da bolsa de valores, que não coincidentemente era primo de sua paixão, esta por sua vez casada com outro prestigioso homem de negócios. Com os seus 142 minutos de projeção a estória vai dando voltas e reviravoltas, incluindo mentiras e verdades, sucessos e insucessos, amor e compaixão ou até a falta desta última citada.

   Se fosse para classificar a obra em uma palavra resumiria que a fita valorizava e abordava o amor antes de tudo, e quando me refiro a tudo entenda-se como o tudo infinito de fato mesmo. 

   Uma belíssima obra cinematográfica tocante e poética e não sei o porquê da critica mundial ter sido tão ácida com ela, talvez por preconceito em mexer no comodismo da luxuria de quem já a tem ( esta destinada exclusivamente aos “berços de ouro”) ou desviar um pouco do politicamente correto. Super filme, recomendassímo.
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   Homem de Ferro 3, Dirigido e ainda por cima roteirizado pelo infeliz Shane Black, ( e veja que co-produção esquisita )EUA / China, 2013. 

  O ofício do crítico da arte nobre ou a sétima, como assim preferirem, por vezes é deveras sacrificante pela justa causa de fitas que são estrondorrosamente sucessos de bilheteria, mas que todavia quando nos prestamos ( eu, no caso ) a ver outros filmes bem mais interessantes estes vulgos blockbooster se tornam em sua esmagadora maioria um martírio em resenhá-los.

    Porém como nem tudo são flores na vida e o nosso ganha-pão têm de prevalecer as nossas preferências, vamos entregar uma resenha não mal-humorada, mas compatível com o filme Homem de Ferro 3. 

   Quero começar, sem medo de entrar de supetão no tema, com uma suspeita que tive ao ver os dois primeiros filmes: que o personagem do seu protagonista (Robert Downey Jr) é um gay enrustido. 

   Isso fica nítido no terceiro filme da Marvel com o seu ego de ser maior que o seu próprio corpo: ser superior a dor de qualquer coisa e de todos, inclusive e principalmente as suas próprias 

   Para mim não existe maior exemplo de viadagem há desses personagens que querem ser “imortais” ou super-humanos: coloco nessa mesma lista o Super-Homem, o Homem Aranha, o Batman, o incrível Hulk, o Lanterna Verde, o Robin, o Capitão America ( esse o maior de todos os boiolas) entre outros que nesse momento me falha a memória, porém todos gays enrustidos sem dúvidas alguma, aliás essa idéia de super herói está por fora: somos humanos com qualidades e defeitos somente antes de qualquer coisa e não seres acima disso , como esses vulgos super-heróis.

  Voltando ao fraco filme o seu protagonista vive e passa a maior parte do seu tempo com uma insônia crônica em sua bela casa cheia de vinhos e altas tecnologias com a finalidade para fazer mais “carcaças de ferro” para uma suposta guerra terrorista que viria a seguir, e claro que o Paquistão era o país exportador dessa confusão ou guerra com os EUA. 

   Mesmo com sua insônia crônica o protagonista tem de salvar seu país contra um atentado devastador que não só iria exterminar os EUA, mas todo o planeta com uma bomba atômica super potente. 

   De fato o roteiro do filme é uma bela tragédia. Tirando a atriz e esposa do homem de ferro, Gwyneth Paltrow , que fora eleita a mulher mais bonita e sexy do mundo pela revista Forbes em 2013, e com todo mérito: 40 aninhos em bela forma, o filme é uma
bela porcaria, assim como é a alimentação padrão dos norte-americanos (não é a toa que eles são bem gordinhos ). 

    E o bela fica só por conta dos efeitos especiais, mas ainda o texto assim de um besteirol pelo fato do roteiro ser mal escrito e infelizmente tê-lo assistido dublado e em 3d ainda por cima com aqueles óculos que já conhecemos pelo seu desforforto. Por essas e outras indagações achei até agora o pior filme assistido desse ano e um dos piores de minha vida. 

   Não gostei realmente do filme pela “marra” estúpida de seu protagonista onde só enxergava nele um homem que queria ser mais do que poderia ser, mas como no mundo da Marvel ou dos "super-heróis" tudo é possível, ele acaba ganhando a batalha contra o terrorista Mandarin (Ben Kingsley ) que era na verdade um monstro fabricado em laboratório, ou seja, feito por nós mesmo. 

   O nosso, alias nosso não: seu, e se quiser ter essa “sorte”, homem de ferro tem a petulância e acima de tudo a estupidez de se comparar com o Einstein quando lhe perguntam em determinada cena se ele não precisa dormir um pouco e ele secamente responde: “ Se o Einstein dormia 3 horas por dia e fez o que fez, porque preciso dormir tanto?”. 

   Eu respondo: Porque você é um imbecil que instigam jovens a pensarem como um "super- herói" ridículo como o seu personagem é, só por isso. Enfim, mas “Nadégas a declarar” sobre esse blockbooster. 
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   Depois da Terra ( After Earth ), dirigido, produzido e co-roteirizado por M. Night Shyamalan  EUA, 2013.

   Trama: A história ficto cientifica se passa numa época de 1000 anos da nossa atual onde o planeta Terra es um local hostil para com humanos. Humanos estes há mil anos na frente que vivem em outras galáxias ou planetas. O planeta Terra do futuro tem domínio de animais aquáticos e terrestres super desenvolvidos em laboratórios e vermes ou parasitas com alto poder de aniquilação. Por isso quando os humanos extraterrestres tinham que ir ate lá tomavam bastante cuidado para não ser comido ou estrangulado por nenhuma bactéria ou bestas gigantes.

   Roteiro: O ditado em que diz: “Filho de peixe: peixinho é " se coloca em debate na fita, visto que ainda que o Will Smith tenha escrito a estória do filme e enxergado seu filho para fazer o papel de um dos protagonistas ( o outro era ele próprio ) , o seu filho não atua de forma tão boa como se espera de um protagonista para a indústria cinematográfica de Holiwwody.

    Tudo bem que o garoto só tivesse treze anos e isso tem de ser levado em conta, mas a atuação dele por vezes fora tão digna de pena que em cenas funcionais e crucias da trama o ator mirim estraga com gritos roucos e pouca consistência na atuação. Sobre o pai, já não era muito fã e agora com essa atuação ele parece mais com aquelas pessoas que fazem cara de conteúdo fechando os olhinhos ( só faltou a mão no queixo para dizer que estava pensando ).

    Muitas foram às cenas pensei que tanto pai como filho estava de fato dormindo e não pensando pela mania de estarem sempre com seus olhinhos fechando e a vulga expresão de conteúdo.

   Ação: Esta é bem simples: A nave que estava todos sem qualquer explicação sólida ou contundente explode na chegada ao hostil planeta Terra. Da nave somente sobram o pai: (Will Smith) um general de alta patente; o seu filho que tem como amargura o fato de o pai achar que tem que ele covarde por não lutar para defender sua irmã da morte de uma besta alienígena; 
E por fim o que sobrara da nave despartilhada era uma besta monumental que era o principal motivo a ida de todos ao Planeta Terra, ou seja, entregar a besta ao seu devido habitat. 

   Com o acidente o pai sofre uma contusão na perna de modo que o deixa sem a possibilidade de locomover-se. Eles: pai e filho tinham de sair dali da Terra, porém o sinalizador em que era necessário para pedir socorro se desprendera na hora da queda da nave e encontrava-se agora a 100 km de distância do ponto onde estavam. Dali pra frente o garoto de 13 anos tinha de virar homem, pegar o sinalizador e se desse tempo matar a besta que tinha matado sua irmã que estava solta no seu planeta ( a besta ), ou seja, no nosso planeta Terra

   . Então o pai diz: “Vai por ali que eu te vejo daqui do monitor e a gente se comunica, assim você me salva e se salva também”. O menino diz: “ok”, e vai atrás do fuck sinalizador mostrando que não era tão covarde como seu pai imaginava. Com uma boa direção de fotografia e estupendos efeitos especiais o filme se torna aprazível em seus 100 minutos de projeção, porém não se pode dizer o mesmo quanto à atuação dos seus atores-chave.