sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

TED, O PALHAÇO E A DELICADEZA DO AMOR, FILMES LEGAIS, POR DIOGO BERNI

Filmes lights para seu fim de semana
29/09/2012 às 01:01
Foto: DIV
TED: um filme legalzinho também para os adultos
    Ted, dirigido por Seth MacFarlane e protagonizado pelo Mark Wahlberg , 2012, EUA, é um prato cheio para quem curte desenhos adultos como: South Park, Simpsons, Família da pesada, entre outros. Confesso que no inicio da fita tive vontade de levantar-me e ir embora me perguntando o porquê estaria vendo aquela babaquice.

    A minha paciência em esperar dez minutos logrou êxito, pois o filme melhorou quando seu protagonista tornou de criança chata e mimada para um adulto politicamente incorreto com o seu ursinho de pelúcia  de infância falante, doidão e com vida.

    Ted é uma fábula onde sonhos se tornam realidade, porém essa realidade não tem a garantia em ser melhor ou pior. A comédia vale ser conferida pelo fato do debate da infantibilidade de nossos adultos de hoje. Como protagonista temos um subgerente de uma locadora de carros com seus 35 anos que insiste e tem medo de se tornar adulto ao lado do seu urso de pelúcia.

    Esse cara namora com uma executiva super gata que pede pra ele posições mais adultas em sua vida, a fim de casar-se, porém para isso acontecer ele terá que se desfazer do seu melhor amigo: o tal ursinho sacana. Com boas tiradas das quase duas horas de fita, esta navega nessa transição da fase jovem e descompromissada para a fase adulta e madura de uma pessoa. Um detalhe interessante do filme é a sua faixa etária: 16 anos. Faixa etária essa que por ela existiram ferenhos debates em Brasília com a proibição da fita para crianças. Para quem tem mais de dezesseis anos, aproveite.
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   O palhaço, do Selton Mello, 2011, Brasil; é de uma doçura tão singela que nos emociona.

   Com um protagonista ( Benjamin )vivido por um palhaço triste e principalmente sem saber que rumo tomar, Selton dá um banho de interpretação vivendo um palhaço com uma puta de uma insônia, que faz com o que viva em seu mundo de delírios, feitiços, calabouços que uma pessoa insone pode viver, ou seja, vendo ou tendo outras percepções das coisas pelo seu estado de falência de lucidez em enxergar as coisas do mundo real, de modo que via as coisas e pessoas de forma sempre turva, esquisita e por vezes repetitiva porquausa de sua insônia crônica. Esta por sua vez acaba por colocar em xeque toda e qualquer dúvida existêncial, profissional e de homem até.

   Sei que, O Palhaço é um presente para o Brasil: um país desprovido de filmes inteligentes. A toada do filme acompanha seu protagonista insone: sempre com diálogos abertos ( leia-se : sem respostas), ambientes sem nexos ( aqueles que dizemos: estamos no fim do mundo, um lugar que não liga nada a lugar nenhum ), e personagens vivendo em um mundo cigano circense, ou seja, com a insônia do seu palhaço principal sendo tratada de forma quase que comum na medida do possível pela sensibilidade do mundo circense.

   Façam-se mais filmes desse tipo: inteligentes, e que se tenham mais diretores do mesmo gênero. Esse será o nosso representante para o oscar 2013. Escolha melhor não poderia ter sido feita, pois foi nosso melhor filme produzido neste ano.
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   A delicadeza do amor, dos diretores
David Foenkinos, Stéphane Foenkinos  França, 2012; Com a eterna e marcante atriz Audrey Tautou do filme francês o fabuloso destino de Amélie Poulain em 2002. A delicadeza do amor é uma comédia romântica bem do estilo de casais franceses apaixonados na bela Paris.

   Com boa chegada ao Brasil o filme arrebatou quase oitenta mil espectadores, de modo que pode ser considerado um sucesso para um filme gaulês por aqui. Mas chega de estatísticas bobas e vamos à estorinha ou resenhasinha, assim como preferirem, pois o gosto fica sempre ao cliente. Trata-se de uma mulher super bem casada e bem no seu trabalho, até quando repentinamente por um acidente automobilístico seu perfeito marido acaba por falecer, deixando-a a feliz francesinha ao fundo do poço literalmente.

  A parte da comédia da estória acontece quando ela conhece um colega de trabalho muito exótico em suas ações e gostos. Esse tipo estranho acaba por arrebatar o coração partido da jovem viúva de modo que começa uma relação onde tudo que era programado saia do jeito contrário, pois com o seu novo affair: o Markus, que era um sueco perdido em Paris para ganhar o seu pão de cada dia. Todas as reuniões em que a francesinha organizava a fim de entrosar o seu novo namorado aos seus amigos eram um tiro pela culátra, pois costumes e pelo fato de ser sueco ia sempre contra a maioria das opiniões dos amigos dela.

   Ademais sem contar com a excentricidade da personalidade do Markus que cada vez mais surpreendia ela e afastava os outros por ser um sujeito realmente estranho aos padrões franceses, sem falar que ele não fazia nenhum mínimo de esforço (mostrando sua natureza Nórdica) para tentar ser simpático perante aos amiguinhos da francesinha burguesa. Conto nos dedos comédias francesas engraçadas, porém essa vai a lista mesmo eu sendo solteiro e assistindo um filme sobre um casal.