sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

SOMBRAS DA NOITE E A FALÊNCIA DE UMA FAMILIA DE VAMPIROS

Dicas para fim de semana
04/08/2012 às 08:01

Foto: DIV
Cinema: Johnny Deep e sua parceria com o diretor Tim Burton
   Sombras da noite - EUA, 2012; É a oitava parceria do diretor Tim Burton com o ator Johnny Depp. Como falam o ditado: "Em terra de cego, quem tem um olho é rei". Pois bem, em tempos de filmes razoáveis nos cinemas, este, que é um pouco melhor que a média se torna como um dos menos piores em cena nos cinemas.
 
   Do gênero terror a fita não tem nada, é mais uma comédia sombria do qualquer outra coisa. Conta-se a estória de um vampiro (Johnny Depp) que tira uma soneca por dois séculos.
 
   Quando é acordado percebe que sua família está falida no ramo pesqueiro pelo mesmo motivo que o "adormeceu" e também matou sua esposa e seus pais: Sua amante bruxa com superpoderes e ciumenta.

    A fita gira em torno desse acerto de contas com a tal bruxa de "quadris férteis". A fotografia sombria do filme é de uma extrema felicidade mostrando uma cidadezinha norte-americana nos anos 1970 nos seus mínimos detalhes.

    Destaque também para os personagens da família Collins, onde cada integrante tem suas excentricidades que difere um do outro. Ademais temos um Johnny Depp sempre igual a todos os seus outros personagens feitos através da parceria com o diretor Tim Burton, ou seja, sempre com um estilo afetado afeminado especialmente. Mas de suma importância em tempos em que não achamos coisas interessantes nos cinemas, Sombras da noite não de ser uma opção legal para dias chuvosos.    

   Habemus Papa, do Nanni Moretti, França/Itália, 2012; Não vou dar o final do filme, mas esse salvou essa pobre película, digamos que mereceria uma nota 6,0 passando raspando no bom senso comum.

   Coisas abordadas de fato na película são valorosas e informacionais no que diz respeito ao regime da eleição do novo papado. Porém, de suma, o roteiro se presta a só ficar em uma crise existencial do novo papa. Acredito que o filme agradará os católicos, os protestantes e os ateus (de leve). Mas nem isso salva esse roteiro fraco com personagens pouco convincentes, mostrando e resumindo a crise da igreja católica nos tempos atuais no quando o assunto é se reinventar, perdendo seus seguidores para outras igrejas. 

     Fúria de Titãs 2, do pouco criativo diretor Jonathan Liebesman , EUA, 2012, consegue ser pior que o primeiro filme da saga. Às vezes fico pensando; o que me faz ainda ver filmes como esse? Talvez pelo título ou a obra abordar a estória dos Deuses Gregos. Porém nada disso explica essa minha tamanha estupidez por ir vê-lo.

    A única resposta aceitável para que torne a minha consciência menos pesada é a estória estar linkada com o meu estado de desemprego e essa relação dos deuses gregos. Porém esta relação é uma besteira e o filme é uma bela merda, e o pior: no final dá à entender-se que o número três da saga está por vir, agora com o neto de Zeus no comando da parada com o pai meio Deus e meio homem pescador se aposentando.  

   Quando um diretor diz que fez o melhor filme de sua vida devido a uma longa e extenuante depressão antes da película, é que o filme tem algo a dizer, que o filme vale. Não vou me limitar a dar informações sobre quem é o diretor, ator, ano, país e tal, pois pra mim o que vale é o que o a película provoca nas pessoas, o sentimento a que nos remete. Só falarei o nome do filme que é o: Anticristo.

   Uma estória de um casal: um psicanalista e uma escritora, no qual a mulher presencia a morte do filho bebê deles. Dali pra frente, o tal Psicanalista tenta, através de seus métodos "curar" sua esposa do trauma em uma floresta distante, bem bonita por sinal.

   Mais os métodos de cura do médico não dão muito certo, de modo que a película toma ações e situações bem legais a partir do fracasso do médico.
Porque Anticristo? Talvez pelo motivo da mulher dizer não a "criação divina" depois de ver a morte do filho. Fita interessante, porém bem forte, recomendo.
 
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