sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
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Diogo Berni

CINEMA: HISTÓRIAS CRUZADAS ME LEVOU ÀS LÁGRIMAS

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26/05/2012 às 08:02
: DIV
A saga do racismo muito bem colocada no filme de Tate Taylor
   Histórias Cruzadas, da diretora norte americana Tate Taylor, 2011. Olha, A resenha cinéfila pode soar como atrasada, mas foi o tempo de maturação para compreender a envergadura política dessa fita, que de todos os filmes concorrentes ao Oscar do inicio deste ano.

  Histórias Cruzadas foi o único a me levar as lágrimas de tão verdadeiro e comovente que é. E o filme fez ainda mais: mostrou-me a estória de racismo contra afrodescendentes no inicio do século passado nos EUA, mostrando que esse país é mesmo fenômenal e não à toa que há muito tempo é a principal potência econômica do planeta.

   Principal potência econômica devido principalmente ao fato da coragem dos seus cidadãos. E em especial a raça negra daquele país onde a decência e o respeito próprio eram e ainda são as suas principais características; estas que mostram como um todo a nação deste país, onde a garra e a coragem dão o tom para eles até hoje se vangloriarem ao posto de país mais rico do mundo.

   Segundo pesquisas recentes ficarão neste posto por muito tempo ainda, não deixando a China com seu câmbio flutuante ultrapassá-los.

   Mas por quê isso acontece? Acontece primeiramente pela sua raiz democrática e desafiadora perante o mundo, onde lá nos "States" tudo pode desde que seja viável economicamente e politicamente transgressor, ao menos é assim que os vejo.

   Fato é que longe de mim falar que não existe e nunca existiu fatos racistas por lá, pelo contrário, muitos aconteceram (que diga Lutter King). Porém, as conquistas da nação norte americana como um todo são sem sombras de dúvidas muito mais reticentes, pertinentes e importantes do que em comparação a esses vulgos problemas raciais onde brancos odiavam afro-americanos e vice-versa, onde até hoje existe essa besteira de julgamento pela raça; e não somente lá como aqui também, escreva-se de passagem.

   Tudo isso ou todas essas discussões de racismos estão por vezes ocultas e por vezes escancaradas nessa película, que de suma acaba contando a estória do próprio Estados Unidos da América do Norte, que é esse país guerreiro e admirável, mesmo com todos seus defeitos de empáfia e superiodidade perante ao resto do mundo.  

   O destaque do filme além de seu roteiro é para a atuação da sua atriz principal, Emma Stone, que era a favorita ao ganhar a estatueta na sua categoria com sua brilhante e forte atuação e surpreendentemente  não levou. Seria bairismo genérico irlandês camuflado? A pergunta fica no ar.  

   Ao mar, do Pedro Gonzalez-Rubio-2009, é um drama comovementemente documentado entre a estória de um pai e um filho tendo o oceano e a liberdade como norteadores da película.

   De fato é um filme mal feito no que se diz respeito a aglutinar espectadores, pois a estória é muito pura sem a pretensão de passar mensagens a quem vê. É somente um pai que é pescador, e leva o filho com ele em uma viagem para o seu ofício.

   O espetáculo do filme documental e pouco bem produzido tinha um pano de fundo: o senhor oceano, onde este transforma o péssimo roteiro como mero coadjavante na película, mostrando que ele: o oceano, sempre pode dar lições de humildade e grandeza.
 
   Humildade porque quando estamos no mar, deixamos tudo o que temos e somos na areia e nos transformamos em seres pequeninhos e frágeis como um papel de seda. O filme se baseou exatamente nessa questão: na grandeza do oceano e de como o homem se curva diante dele, mostrando lições de saber o que é grande e o que é pequeno ou o que vale e o que não.

  O docu-drama além de dar essas lições ou toques explica graciosamente a maneira de viver dos pescadores e suas famílias, que de toda via é completamente diferente das nossas: cidadãos de terra firme.  

   O sétimo selo, do Ingmar Bergman, 1957, Suécia; fui ver o épico mais pela obrigação de cinéfilo do que um prazer como deveria ser, por isso desde já não indico, porém resenharemos ele um pouco.

   Eu gostando, indicando ou não, o filme é um clássico, ou seja, tem já sua força interna imune a críticas negativas ou positivas. Quando escrevi que não indicaria esse filme é porque trata-se de um tempo antigo, onde não existiam as tecnologias Hds atuais e coisa e tal. Além do seu entendimento não ser um dos mais fáceis, Enredo este que tem a morte como protagonista.
 
   Vou reformular minha opinião perante o filme: Vá ver se quer conhecer a estória do cinema e seus principais filmes, porém se só quiser se divertir, vá pegar outra coisa tipo sessão da tarde, pois esse filme vai fazer você coçar seu cocuruto.
 
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