sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

CINEMA: SETE DIAS COM MARILYN PARA LEMBRAR DA POP-STAR

A personalidade de Marilyn é incopnfundível
05/05/2012 às 08:01

Foto: DIV
A eterna Marilyn Monroe, a musa do século XX
   Sete dias com Marilyn, do diretor Simon Curtis, 2011, Inglaterra, EUA - É antes de tudo uma cinegrafia singela de uma pop star que tem dores e angústias como qualquer ser comum, porém essa pessoa não é uma qualquer, mas um dos sex simbol mais aclamados de todos os tempos.

   Pessoas como Marilyn, protagonizada pela Michelle Williams, nascem diferente dos outros, trazendo-os alegrias, fantasias; enfim escrever que a Marilyn é uma pessoa comum é no mínimo um atentado ao pudor pelo simples fato de não ser igual aos outros, mas sim uma mulher super poderosa, uma quase mulher maravilha onde tem o dom e a capacidade da "ludibridiação" e o brilho que seleto grupo de humanos tem para seduzir e transformar a vida das pessoas menos "maresóficas" e mais interessantes. 
 
   Tudo isso: esse glamour e poder em forma de mulher fatal tem seu preço e infelizmente mais pra ela do que pra qualquer outra pessoa ou outro comum.

   Com a sua deformidade de nascença, que é ser linda e sedutora até para extraterrestre, vem também as implicações disso como a sua enorme sensibilidade, sua natureza que faz ser maior que qualquer relacionamento que se propõe a ter com qualquer homem, pois a Monroe é muito pra qualquer único homem.

   Essas complicações existências a faz uma mulher frágil, dependente de remédios pra dormir, ter energia, acalmar os nervos, enfim, é o preço em ser extraterrestre. Esse é um mau momento para comparar pop stars, mas não posso deixar de comentar também do Michael Jackson que morreu também pelo preço de ser de outro planeta, e isso pra ele implicou também em dependências químicas como as da musa Monroe.

   Tenho a impressão que ser estrela de ponta assim como eles eram fica muito complicado segurarem as "suas ondas" ao natural, simplesmente lúcidas acordando e dizendo: "vamos para mais um dia de trabalho". Há esse nível de responsabilidade que caem sobre os seus ombros, e que as pessoas de fato cobram, sem dúvidas é necessário algo que estanque essa tal responsa do extremo estrelismo.
 
   Não estou falando de nenhum Belo ou Ivete Sangalo, estou falando de pessoas que de fato transgrediram valores morais, culturais e sociais. E a essas estrelas só temos que dar os nossos parabéns pelas suas coragens de "dar a cara a tapa a fama" e dizer muito obrigado por existirem e transformarem a isto que chamamos de mundo mais lindo de se viver.

   Comentando sobre o filme de fato e não sobre minhas percepções pessoais dele e sendo mais prático e impessoal trata-se de um período em que a atriz sai dos Estados Unidos, já consagradíssima, e vai filmar uma comédia na Inglaterra, onde além de ter de enfrentar um país estranho tem de lhe dar com tudo de diferente que acontece no período da filmagem.

   Por ser um ET, Marilyn tem suas "saídas" para aguentar suas dificuldades, que sempre ou volta e meia aparecem em sua cachola. E uma de suas válvulas de escape é arrebentar corações masculinos alheios, e de certo modo, azarados e sortudos ao mesmo tempo.

   Diria que mais sortudos que azarados pelo fato de sentir sensações ao lado dela que jamais sentiriam com qualquer outra mulher, por mais legal que ela fosse essa tal mulher, pelo simples fato de ser apenas uma mulher, e não Marilyn Monroe.

   Finalizaria mesmo ainda apaixonado e torcendo que passe pelo meu caminho uma mulher ET, apesar de todos os riscos embutidos, de que ter a audácia em experimentar grandes sensações e experimentos que nos levem a grandes pessoas é o mais recomendável, embora não seja o mais seguro, assim como fez o terceiro assistente de direção em se apaixonar pela estrela e viver sete dias com ela.

   Sábia e inesquecível decisão para ele, que depois dos vulgos setes dias (vulgo porque no filme em momento algum diz que foi exatamente sete dias, e para os mais animadinhos ele não comeu ela), de fato nunca esquecera sua musa e cresceu como gente tornando-se depois um renomado documentarista e escritor posteriormente.

    A perseguição do Joe Carnahan protagonizado pelo Liam Neeson, EUA, 2012, é mais que visceral, é "lobal". Vamos deixar de sermos tão rígidos em roteiros, até mesmo porque quando um filme é de ação e suspense juntos não se pode esperar nada cabeça de fato. Mas como papel de crítico não posso deixar passar algumas partes dessa película, que para quem for assistir saiba já de antemão quais brechas ficaram a desejar. A brecha citada é o local que não é dito na película, apenas se resumem a mostrar que é um local de muita neve. Então poderia ser a Antártida, Noruega, Groelândia e muitos outros.

   Achei uma falta gravíssima no roteiro isso. Bastava dizer no inicio do filme: "bláblálá  na...", mas de fato não rolou de modo que quando aconteciam as cenas dos ataques dos lobos aos humanos quando o seu avião despencou em uma terra de neve ficava me perguntando: onde caralho que essa porra deve ser pra ter tanto lobo canibal e não pegar nenhum radar ou GPS. Cheguei à conclusão que seria em outro planeta.
 
   O filme é bonzinho com direito a cenas pra pular da cadeira devido aos ataques dos lobos, no mais é mais um, de tantos que já se sucederam diabolizando animais como fez nos anos 80 com o pobre tubarão e agora é a vez dos lobinhos que nada mal fazem aos homens. Mas como diz o ditado: "Tão vendo, tá vendendo, então tá valendo". Onde vamos chegar, a pergunta fica no ar ou na neve.


   A missão do gerente de recursos humanos do Eran Rikilis, FRA/ALE/ISR 2011. Assisti a esse filme a mais ou menos meio ano atrás e nunca deu vontade de escrever, mas agora deu. Ele é bastante interessante porque nesta cinegrafia abordam-se diversos temas como: emigração, preconceito racial europeu, além de uma bela fotografia e roteiro.

    O filme se torna atual na questão da emigração europeia, com a Europa em crise e muitos fazendo o caminho oposto e voltando aos seus países. Mas a história é a seguinte: o dono de uma padaria tem um funcionário em óbito em pleno ofício. E esse funcionário é de outro país cuja sua religião "obriga" ao menos que ele seja enterrado em território nacional. Daí surge à peregrinação desse empresário para levar o cara lá, que é da Turquia até Israel ( se não me engano).

  Escrevendo assim parece ser um filme bobo sem roteiro; que nada! Trata-se de um filmaço, em que nesse percurso da Turquia até Israel o padeiro tem de atravessar algumas pedras culturais que de tão simples chegam a ser até engraçadas mostrando como qualquer tipo de coisa muda de um lugar pra outro assim num estalar de dedos ou com uns quilômetros a mais fora de seu território. Reafirmo : um puta de um filmaço que nos faz pensar em questões políticas e religiosas.