sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

GAINSBOURG, O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES

Uma boa película francesa
13/04/2012 às 19:40

Foto: DIV
Filme francês interessante para alegrar seu fim de semana
   Gainsbourg - O homem que amava as mulheres,de Joann Sfar, 2010, França - Conta a trajetória de um dos mais renomados astros da música e pintura francesa (Serge Gainsbourg), porém além da arte ele tinha outra carta na manga poderosíssima que era a atração fatal que exercia sobre as mulheres.

  A atração era tamanha fatal que o cara roubou do Marlon Brando a Brigitte Bardot, só para ter uma idéia de que o cara não era mesmo fraco nesse quesito.  Ela, sem dúvidas, foi à paixão mais intensa dele que como todo artista tinha o seu lado louco, mas com ele essa loucura meio que se exponenciava tamanha sua capacidade criacional e falta de sono fumando um cigarro atrás do outro para se manter "lúcido" ou não.

   O cara tinha um amigo fantasma com um nariz e orelhas enormes que faz da película uma coisa dúbia, mostrando a conversa interna de cada um guardamos dentro de nós, porém este diálogo se expande também de forma avassaladora com o protagonista.

   E a dubiedade de valores ou a confusão de ideias do personagem desde a sua infância mostrando já uma criança atordoada com sua genialidade e vozes o transformando em "um estranho no ninho" nas convenções sociais e tratos com seus colegas de escola, mostrando sempre uma criança pioneira em suas ideias de traquinagens, saindo já desde então como referência para os outros e também fazendo sucesso com as coleguinhas já desde então por não ter medo dos "precipícios humanos".
 
  E o sucesso com o mulheril com o passar do tempo de criancinha "já estranha" só sobe ou cresce, de modo que a película toda se desenha com essa toada de roteiro: a de um artista que se autodestrói, e por isso ou por isso e outras cositas mais nunca faltam mulher no pedaço pra ele.

   Uma coisa tem de ser destacada aqui: por ter um cérebro e principalmente uma alma privilegiada o artista em questão não se grila para vulgos conceitos estereotipados pela sociedade já desde aquela época.

   Ele se lixa para tudo que é politicamente correto e em relação a atração que faz as mulheres se apaixonarem por ele; isso de fato é uma característica dele, talvez pela dura criação que teve, vai saber.

   Pessoas de tempos em tempos nascem assim: com dom para algumas coisas, e esse era o caso dele no sentido de alanvancar mulheres ao seu redor. Acredito que o sucesso dele na sedução ao abate ao sexo oposto vem muito da coisa do politicamente incorreto. Mulheres gostam disso: de se darem a um perigo ou algo não devidamente pré-estabelecido.

   Enfim, o filme é a estória de um artista que não tinha medo de viver, por isso que a película se passa ligeira nas suas mais de duas horas, muitas vezes acompanhada de belíssimas canções francesas cantadas e "pianadas" pelo artista da vanguarda francesa e sedutor, não necessariamente nesta ordem.

   Uma cinebiografia justa a um artista que se prestou a transgredir valores em seu tempo; valores de caratér: monogâmico ou não, de telas de pintura e cancões; e também não obrigatoriamente nesse ordem.

    Ao Brasil, bastamos copiar os franceses em homenagear seus ícones, pois aqui existem muitos que merecem uma cinebiografia. 
                                                      **
   J. Edgar, um filme dirigido e produzido pela lenda Clint Eastwood, EUA, 2012, protagonizado pelo eterno Titanic, Leonardo Dicaprio.

   Protagonista este um homossexual durão enrustido e criador do FBI. Inicialmente obsecado por estatísticas de crimes Hoover (Leonardo Dicaprio) propõe ao governo, da época na década de 40 do século passado, um novo esquema a fim de amortizar os casos de homicídios, roubos e tráficos de armas, bebidas e drogas no país, e a sua proposta através de muito trabalho dá certo e os índices de crime despencam.

   Por ter tido uma criação bastante rígida pelo pai que preferia ter um filho ladrão ou morto ao invés do que ter um filho gay, Hoover que por vezes em sua infância era pego pelo pai vestindo e se pintando com as coisas da mãe se torna um adulto altamente severo no que diz respeito a questões morais de comportamento.

   Desde que um dia surge um jovem e bonito advogado, Clyde Tolson (Armie Hammer), propondo negócios e daí que surge um amor incondicional e o próprio fortalecimento e amadurecimento da maior agência de combate a crimes da estória mundial.

    Amor esse sempre negado e repudiado com requintes de crueldade para quem quisesse insistir no assunto, e isso dura de 1947 a 1972, até que Hoover morre e deixa tudo para o Clyde de herança.

   Uma cinebiografia em homenagem ao criador do FBI, que de suma presenteia a estória do seu país.  
                                                                   **
     Motoqueiro Fantasma 2: Espírito de Vingança
, de Mark Neveldine / Brian Taylor, EUA, 2012.

   Dos besteiróis norte-americanos amplamente acessíveis nas salas de cinema, esse filme é dos melhores vistos esse ano. Essa questão de passar só porcaria nos multiplexs vou deixar para uma próxima resenha.

   Vamos tentar nos concentrarmos em Motoqueiro Fantasma II, protagonizado pelo Nicolas Cage, que nesse filme no começo tá lá: paradão, na sua em uma cidade pequena europeia vivendo sem os feitiços do tratado que fez com a morte anos atrás .

   E um dia ela chega sem avisar. E ele que ingenuamente pensava que a morte tinha esquecido o seu trato com ele. Trato este para salvar o pai no I da saga.

   Porém agora ele fica sabendo que existe outro filho do diabo, uma criança, na qual a mãe o prometeu ao dito cujo chamado Satanás se o filho sobrevivesse nos seus primeiros anos de vida ou no parto, não lembro.

   Fato é que agora, para o Nicolas Cage ficar quite com a morte teria que se deixar transformar em motoqueiro fantasma e salvar a pobre criancinha ou diabinha. Só que a morte engana todo mundo e o feitiço continua no Cage. Sabe o que isso significa? Que teremos o III da saga.