sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

TRÊS SUGESTÕES DE FILMES PARA SEU FINAL DE SEMANA

Boas dicas para cinema
23/03/2012 às 18:09
Foto: DIV
Deixe ela entrar, do conto do sueco John Ajvide Lindgvist
   Deixe ela entrar, Suécia,2008, baseado no livro de contos do escritor sueco John Ajvide Lindqvist, que também escreveu o roteiro. como é bom sair do senso comum dos filmes e ver uma coisa autêntica e boa.

  Não sei de fato, mas ando cutucando meu tico e teco com o seguinte: Por mais que a obra audiovisual seja bem produzida através de uma obra literária, ela em quesito de roteiro fica pouco compreensível, pois como a linguagem em audiovisual tende a ser mais direta, os melindres dos detalhes tem de se passarem despercebidos devido ao tempo da cena, e aí criasse lacunas de incompreensão para o roteiro.

   Ainda assim alguns resultados de livros em telonas são excepcionais, e Deixe ela entrar é um desses. Um desses que tem estória da morte e vampiros, porém muito diferente do arrebatador de bilheteria: a saga Crepúsculo.

   Começo a ter a ligeira impressão de que o Nelson Rodrigues tinha razão ao afirmar que toda unanimidade seria burra. A película rodada na Suécia com a neve e o frio como panos de fundo tem como protagonista um menino traumatizado por bulling que sofre na escola e por esse trauma ou essa raiva "de certo modo chama a morte", e ela prontamente vem.

   Mais do que bulling, frio e raiva o filme é uma belíssima obra cinematográfica, sendo este abordado por um tema juvenil de vampiros, porém com uma qualidade que foge dos padrões.  

   Anderson Silva- como água, do americano Pablo Croce, 2012. Não é o meu caso, mas até para quem não aprecia o MMA ( múltipla marciais artes) gostará desse documentário, que nada mais , nada menos se aprofunda e mostra os bastidores de um esportista, como um jogador de basquete, futebol, etc.

   Alguns céticos não classificam o MMA como esporte, mas sim briga desregrada e este documentário mostra exatamente o contrário, que o atual vale-tudo é um esporte com regras e seus atletas ou esportistas não são lutadores de rua.

   Gostando ou não o filme gringo é bem feito mostrando a preparação de um lutador para uma luta chave em defesa de seu cinturão de campeão da sua categoria.

   O filme mostra o "sacrifício" em que o atleta tem de abdicar de coisas que gosta de fazer para treinar e ganhar suas lutas. Esse atleta poderia ser um boleiro ou um jogador de basquete, pois as gírias e o modo de viver são sumariamente iguais.

   Para Brucce Lee "como água", que é o título da película, quer dizer que para vencer a pessoa tem de se adequar no lugar onde está, assim como a água.  

   Românticos anônimos, de Jean-Pierre Améris, França/ Bélgica, 2012 é um insinuante conto onde timidez é o tema. Tímidos todos nós somos em menor ou maior grau. A timidez muitas vezes é uma defesa contra alguma coisa em que não esperávamos.

   Tímidos (as) são mais sensíveis que por sua vez as vezes se prejudicam nas relações pessoais. E é exatamente isso que acontece nesse novo filme francês, onde a fábula do conto dramáico dos tímidos alinhado a uma fábrica de chocolate em crise fazem a estrutura dorsal da comédia romântica.

   Seus protagonistas, Benoît Poelvoorde e Isabelle Carré, são: uma baita fazedora de chocolates que por sua timidez não permite em que ela própria a veja e conseqüentemente os outros; e um empresário falido que faz análise para saber o seu medo pelo sexo oposto.

   A película não se expõe a tratar os traumas do empresário e da fazedora de chocolates a fundo para não transformar a comédia em drama. De qualquer modo um acaba vendo o outro como perfeitos ou ideais e investem na relação ou ao menos tentam. Assim, dessa forma o filme traça seu enredo e caminho. Nada mal, mesmo porque é curtinho e engraçado.