sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

BOY INTERRUPED, DOCUMENTÁRIO SOBRE DISTÚRBIO BIPOLAR

Um filme chocante
09/03/2012 às 10:00

Foto: DIV
Documentário Boy Interruped é dirigido pela mãe do jovem com distúrbio bipolar
   Boy interrupted: vocês estão prontos? Pois precisarão estar para assistir a esse documentário selecionado para concorrer ao melhor filme do Júri pelo festival de maior independência e seriedade dos EUA, o festival de Sunddance. 

  O documentário dirigido pela própria mãe conta a estória de família de um garoto com distúrbio bipolar que se suicida aos 15 anos. A estória se narra desde o nascimento do garoto até o dia D do suicídio. 

  Esclarece com muita clareza esse distúrbio, que pelo lado psiquiátrico é um tipo câncer maligno, que mais cedo ou mais tarde acaba pegando o sujeito, e aí nem medicação resolve. 

  Não queria entrar no lado espiritual da coisa, mas com esse tema se torna impossível não tocá-lo. O carma de quem sofre disso, para mim, é um carma em déficit em vidas passadas. Respeito quem é ateu e não acredita nessas coisas, mas acredito e vejo como única forma de entender como um ser nasce com bipolaridade, esquizofrenia, etc. 
   
   Um documentário forte e emotivo por se tratar da narradora ser a mãe e o diretor de fotografia o pai, onde este já tinha perdido seu irmão caçula com essa mesma "doença".

   Todavia além de visceral e mexer no lado louco que guardamos dentro de nós não me arrependi de assisti-lo, me senti menos louco depois até e indico.

   Por mais que a pessoa seja racional, este documentário cargamente emotivo mexerá de uma forma ou de outra porque toca em coisas em que não podemos decidir: o negócio já vem com defeito de fábrica, e os sorteados, que são os familiares, que enrolem esse abacaxi de Deus ou do Capeta. Mas fato também é que as pessoas bipolares ensinam bastante coisas, pois a sua visão de mundo é avançada.

   Normalmente são mais inteligentes, intuitivos, emotivos e intensos. Julgar não é comigo, principalmente pessoas, e se for pra julgar os bipolares julgaria como almas evoluídas que fazem suas passagens nesse plano em menos tempo que nós "normais", pois estão já em outro estágio da evolução humana ou sobre-humana, deixando pra nós aprendermos um pouco mais nesse plano chamado planeta Terra. Uma bela produção do HBO.

    Tão forte e tão perto, de Stephen Daldry, EUA, 2012
 
   Para quem leu o livro realmente não desce como sétima arte. Poderia contestar o porquê desse mal adaptado filme foi selecionado ao Oscar, mas como o festival é uma incógnita onde não sabemos sequer quem são seus participantes e julgadores, então é melhor deixar quieto e não questionar coisas que estão a décadas assim, de modo que seria uma perda de tempo.

   Quando digo que o filme é uma catástrofe, e escrevo isso com a autoridade de quem leu o livro. O que me indigna é essa estória que vendem de que livros podem virar filmes, por favor, não! Livro é livro, e película é película ok?

   Todas as adaptações que assisti de livros "secam" a obra literária pelo imediatismo do cinema, por isso não gosto de misturar: cada macaco no seu galho. Porém comentando sobre o filme é um típico norte-americano depois dos 11 de setembro de 2001, onde o seu protagonista, o filho de onze anos procura uma pista que o pai morto na tregédida tinha deixado para ele descobrir.

   E é aí que não se faz sentido o final do enredo do filme, onde o filho até acha a tal pista, mas não pra ele e sim para terceiros. Então fica a percepção da coisa dramática com a mensagem de tristeza pós queda das torres gêmeas. Sinceramente não me cativou, mas vá ao cinema e tire suas próprias conclusões, pois opinião cada tem a sua ou ao menos deveríamos ter.