sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

CINEMA: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

L'Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância
02/03/2012 às 08:06
Foto: DIV
Os Homens que não amavam as mulheres, dirigido por David Fincher
  L´Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância, de Bertrand Bonello - 2011 - França

  Costumo comparar prostituta com freira, calma eu explico: É devida a disciplina de ambas as profissões e principalmente a entrega de corpo e alma delas. A película francesa ambientada na Paris de 1920 mostra uma casa de tolerância ao sexo, que vai ser charmoso assim lá na França.

   E o que escrever das profissionais do sexo então; de uma glamurosidade, simpatia e beleza que me senti constrangido em não viver e aproveitar a Paris daqueles preciosos tempos.

  Porém sobre o filme, este se foca na dureza vida das prostitutas luxuosas parisienses. Quando saí do cinema a primeira reflexão que fiz sobre o filme foi: É, vida de profissionais do sexo realmente não é fácil.

  Voltando a película trata-se de um filme belíssimo mostrando que a primeira profissão do mundo requer muitos sacrifícios, porém tem seus privilégios também como, por exemplo, um banho de banheira cheia champagne de primeira qualidade.
 
   Todavia, o fato é que: essencialmente com banheira de champagne ou não a vida dessas profissionais é literalmente dura e quando não está tão assim dura, elas tem de darem um jeito pra ficarem, sem trocadilhos.

   O filme passa por essa missão nobre: de abordar o perfil das mulheres que buscavam esse caminho na Europa de 1920: que eram jovens, bens jovens por sinal, muitas vezes menores de idade, que mentiam dizendo que tinham cartas de recomendações dos pais para o tal ofício.

   As mulheres ou meninas que buscavam esse caminho eram geralmente garotas de gênio forte a fim de sua independência financeira, fugindo da "aba" de suas família, geralmente estas cercada de muitos problemas, além do principal: a própria pobreza, coisa não muito diferente dos dias de hoje, escreva-se de passagem a quem se envereda nessa vida.

  O filme é muito bom por diversos fatores que vão desde o enredo aos personagens, porém o que mais me chamou atenção na película foi a sua caracterização de figurino e a locação de época super bem lineados mostrando as luxuosas casas de tolerância ao sexo de luxo com todos os seus detalhes de requintes que iam desde os tapetes persas aos lustres passando pelas porcelanas artesanais chinesas e se debraçando aos talheres de prata ou ouro em geral.

   Outro ponto que me chamou a atenção eram as fantasias que as profissionais tinham que atender dos seus clientes criativos como se passar por uma gueixa oriental vestida para a finalidade da satisfação de uma tara de mais um cliente exótico. 

   Um filme de de duas horas cravadas, que em algumas cenas se faz monótono e em muitas outras se faz interessante e instigante. Atualmente a melhor película dos cinemas da cidade.    

   Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres (2011), EUA dirigido pelo David Fincher é um baita drama bacana de se ver, apesar de ter quase três horas de película, esta envolve e não te deixa de saco cheio, pois a produção rodada na Suécia é ágil nos seus diálogos , comovente e instigante com seus personagens.

  Personagens estes que são uma  mulher racker e um repórter experiente. Existem certos filmes em que o parto de uma resenha é difícil, pois bem, este é um deles, pois mexe em preconceitos ou conceitos até hoje utilizados por teorias racistas.

   A estória é a seguinte: na família mais rica da Suécia em todos os seus tempos existe um serial-killer de mulheres. A película de tão rica que é, por abordar preconceitos cutuca a bíblia e o cristianismo de rebarba também , pois todas as mulheres mortas por esse misterioso assassino tem nomes bíblicos.

   O filme é tão bom que até seu protagonista, Daniel Craig se torna em bom ator, porém marcante e cativante mesmo foi a atuação da sua atriz coadjuvante.