sexta-feira, 03 de dezembro de 2021
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Diogo Berni

CINEMA: O ARTISTA SÓ MERECIA OSCAR DE TRILHA SONORA

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18/02/2012 às 18:02
Foto: DIV
O Artista, de Michel Hazanavicius, produção França/Béligca, 2012
   Fúria de titãs, do Louis Leterrier, 2010, EUA, Inglaterra, é um remix mais tecnológico do filme feito em 1981 pelo animador Ray Harryhausen, que logo em seguida se aposentou.

  Seria por que encheu tanto o saco dele essa pelicula? Pois bem esse que vi, o de 2010, é um baita besteirol diferente, besteirol esse que nos faz voltar a Grécia antiga, quando escrevo antiga, leia-se A.C., com os deuses Poiseidon, Zeus e outros no comando da situação.

  De Zeus, vemos a mola propulsora do filme com este sendo um baita galinha e pegador das esposas dos irmãos alheios. E aí, e só aí, que o protagonista, Sam Worthington, o tal do Perseus entra na parada como o filho de Zeus com uma das esposas de um irmão seu, o Deus mais forte depois dele, óbvio.

  O tal Perseus: metade homem e metade Deus; acaba por ser duplo, causando inveja para os humanos e desconforto para os deuses. Besteirol também é cultura. Soube que vai ter o II da saga em 13 de abril ainda esse ano, então boa sorte pra quem tiver a coragem em assisti-lo, pois vai precisar da sorte e principalmente de muita paciência.  

   O artista
, do Michel Hazanavicius, 2012, França/Bélgica, sai do gênero comum dos filmes de hoje através do cinema mudo, por isso tenta imitar ao Chaplin, mas não de forma tão genial.

   Sei que muitos gostaram, mas um filme desses ter dez indicações para o Oscar soa quase como uma piada. A estória aos meus olhos é a seguinte: Aquela mesma que você leu na sinopse, e somente quase isso, com um acréscimo "roteiral" ali e outro acolá e nada mais. Por ser tão obvio, fiquei atento ao final pra ver se valia o ingresso.

   Pois bem, o final foi o melhor, porém ainda assim não salvou os 100 minutos da película. Uma coisa o filme merece: ganhar a estatueta de melhor trilha sonora e nada mais.  

   Quero comentar sobre um filme que marcou a minha infância. Curtindo a vida adoidado, do John Hughes, 1986, protaginizado por Matthew Broderick é um besteirol norte-americano, sem pleonasmos, que sem dúvidas foi repetido em outras comédias como, por exemplo: Esqueceram de mim, inclusive copiando não só a idéia principal como cenas também. 

  Quando cito que esse filme foi um marco, pois através dele, pelo menos para a minha pessoa, passei a me tornar mais transgressor no que se diz respeito às regras educativas, e me alertando que o verdadeiro ensinamento não está em sala de aula, mas sim na rua; ensinamento este pra vida, pra se dar bem nela, não simplesmente pra passar numa prova de concurso público e ser infeliz ou preso pelo resto dos seus dias.

  Não tenho o porquê de mentir, mas sempre me emociono com essa comédia besta por dois motivos, o primeiro é por lembrar-me de um tempo em que não volta mais, a infância e suas decobertas e o segundo é por sacar a mensagem principal da película, que é: A vida é curta, por isso curta; uma mensagem do Carpen Dien em sétima arte.

   Além disso, o filme é engraçado e bem feito em uma época em que se ter um computador poderia ser considerado um produto de luxo, pra barão somente. Além disso "dois" ( ou : e outro fator) que este filme aborda é o das questões de família, tais como: inveja entre irmãos, medo e raiva entre pais e filhos, relacionamentos sem diálogos, etc. Em suma, ficar esperando com que as coisas aconteçam é realmente para os fracos; então faça você mesmo e curta sua vida adoidada!