quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Saúde

Planserv apoia “Março Roxo” e amplia conscientização sobre a epilepsia

Com informações do Planserv
Da Redação ,  Salvador | 20/03/2017 às 11:20
Março Roxo
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Março é o mês dedicado à conscientização a respeito da epilepsia, uma das condições mais antigas que atingem o ser humano. Apesar de ser conhecida há tanto tempo, ainda hoje a doença é cercada por preconceitos, motivo pelo qual foi criado o movimento “Março Roxo”, que busca informar a sociedade sobre a doença. “Apoiamos esta data porque entendemos que a conscientização das pessoas através do conhecimento é a melhor forma de vencer qualquer tipo de preconceito”, conta a Coordenadora Geral do Planserv, Cristina Cardoso.

Quando as pessoas entendem que a epilepsia não é contagiosa nem causada por nenhum ser místico do mal, como equivocadamente acreditam alguns, elas lidam melhor com as manifestações da doença, quando ocorrem. Qualquer pessoa pode desenvolver epilepsia ao longo da vida e quem tem o diagnóstico “deve conhecer bem o que a Ciência reúne de dados sobre a patologia, inclusive por uma questão de autoconhecimento. Quanto mais informações tiver sobre sua condição, mais fácil será lidar com possíveis preconceitos que, infelizmente, persistem em nossa sociedade”, alerta a psicóloga da Coordenação de Prevenção do Planserv, Márcia Deocleciano.

A psicóloga sugere, ainda, que pacientes com epilepsia recebam o devido suporte familiar (a família também precisa compreender o problema), participem de grupos e redes de apoio e, sobretudo, “não abram mão de sua vida social nem dos seus objetivos de vida por conta da patologia que, na maioria dos casos, não prejudica as atividades laborais e permite uma inserção normal no ambiente de trabalho e na sociedade”, completa.

Esclarecimentos – De acordo com o Ministério da Saúde, as causas mais comuns da epilepsia são uma lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, uma infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose ("ovos de solitária" no cérebro), abuso de bebidas alcoólicas ou drogas. Há casos em que a origem da doença está relacionada a uma má formação congênita do cérebro.

As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras. As convulsivas são quando a pessoa contrai os músculos involuntariamente. Neste caso, alguns sintomas podem (ou não) acompanhar as convulsões: perda de consciência, espuma nos lábios, mordida na língua (causada pela contração muscular) e eliminação de urina e fezes (pelo relaxamento dos esfíncteres). Além disso, podem ocorrer ausências, quando a pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos ou quando a pessoa não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automáticos, como caminhar sem direção.

O tratamento das epilepsias é feito com medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas. Casos com crises frequentemente e incontroláveis são candidatos à intervenção cirúrgica. “Como em muitos casos as crises epiléticas não são previsíveis, essas pessoas precisam de ajuda principalmente para lesões ou fraturas durante as convulsões”, alerta a enfermeira Ângela Nolasco, Coordenadora de Prevenção do Planserv.

Algumas dicas nesse sentido são: manter a calma e tranqüilizar as pessoas ao redor; evitar que o paciente caia bruscamente ao chão; mantê-lo em lugar seguro, com a cabeça protegida com algo macio; não impedir seus movimentos durante a crise e retirar objetos próximos que possam machucá-lo. Vale a pena afrouxar as roupas, se for preciso. Além disso, não é necessário jogar água, dar tapas nem oferecer nada para o paciente cheirar. O ideal é permanecer ao lado da pessoa até que ela recupere a consciência. Se a crise convulsiva durar mais que cinco minutos sem sinais de melhora, peça ajuda médica. E, quando a crise passar, é muito importante deixar a pessoa descansar.