Política

Câmara aciona Justiça contra ato do governador em retirar PMS da CMS

Casa entrará com mandado de segurança e presidente Leo Prates consegue reforço da Guarda Municipal
Da Redação , Salvador | 18/08/2017 às 13:46
Presidente da Câmara, Leo Prates, em reunião colegiada
Foto: Reginaldo Ipê

Casa entrará com mandado de segurança e presidente Leo Prates consegue reforço da Guarda Municipal
 
O presidente da Câmara de Salvador, vereador Leo Prates (DEM), em comum acordo com seus pares, decidiu impetrar um mandado de segurança contra o ato do Governo da Bahia, que determinou a volta aos batalhões de 10 policias da Assistência Militar da Casa.
 
A medida cautelar visa reverter a ação governamental, que causou a redução de 62,5% do efetivo policial, inviabilizando, por questão de segurança, o funcionamento do Legislativo Municipal. A decisão foi tomada em reunião no final da manhã desta sexta-feira (18), no Salão Nobre do Paço Municipal.
 
Outra decisão tomada para garantir a segurança dos trabalhos legislativos foi requisitar o apoio da Guarda Civil Municipal de Salvador. Logo após o encontro com os vereadores, o presidente Leo Prates foi ao prefeito ACM Neto, que autorizou a liberação de 15 guardas para recompor o sistema de segurança da Câmara.
 
No gabinete do prefeito, Leo Prates fez o seguinte pronunciamento nas redes sociais:
 
“Lamento a decisão do governador da Bahia de retirar da Câmara Municipal 10 policiais, o que está inviabilizando o funcionamento da Casa do Povo de Salvador. Neste momento, estamos tomando duas medidas, a primeira delas é judicial para reverter a decisão do governador. Estamos ingressando com uma ação na Justiça, hoje. E fomos também à Prefeitura, apelar ao prefeito ACM Neto, para disponibilização de 15 guardas municipais para que a Câmara funcione regularmente”.
 
No mesmo vídeo, o prefeito ACM Neto também se pronunciou:
 
“Como é meu desejo que a Câmara Municipal possa trabalhar, eu estou provisoriamente disponibilizando 15 guardas municipais para que a Câmara continue funcionando adequadamente e, é claro, reforço e lamento profundamente que o governador tenha tomado essa medida que é de perseguição com a cidade de Salvador”.