segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Política

APÓS DIA DO FICO, TEMER segue na corda bamba e sua saída é a renúncia

O Brasil parou, hoje, literalmente, com a derrapada 'mortal' de Michel Temer que se deixou gravar por um empresário e abordou a Lava Jato
Tasso Franco , da redação em Salvador | 18/05/2017 às 19:48
Sindicalistas já estão nas ruas com o caixão de Temer
Foto: Terra
   MIUDINHAS GLOBAIS:

   1. A situação do presidente Michel Temer é insustentável. Está na corda bamba, cai não cai. É questão dias, salvo se conseguir se transformar num ditador à moda Nicolás Maduro. Mas, ainda assim, falta-lhe sustentação politica e moral. Está desmoralizado envolvido com a 'mala preta' e por mais que diga que nada tem com isso, as gravações são irrefutáveis. Hoje, à tarde, o STF liberou a gravação de 39 min com o empresário da JBS. Devastadora.

   2. Causa espécie que um politico com a experiência dele, longo anos de carreira, tenha se submetido a esse tipo de constrangimento. Primeiro por ter compactuado com sinais de corrupção mesmo com a Lava Jato em curso; segundo, por se deixar gravar por um empresário com Abin ao seu lado e outros mecanismos de proteção. Agora, já era. Gravações, todos conhecemos na midia. É como uma bola de neve, a cada dia surge uma nova dinamite.

   3. Não tem quem aguente e Temer não vai aguentar. Por bom senso é melhor renunciar do que ser apeado do poder pelo STF. Está sem saída. Alguns dos seus ministros já falam em pular fora. Parte da opinião pública que detesta o PT e abominava o "Fora Temer" também já propaga esse slogan. Foi corroido pelo mal da corrupção que castiga o país no meio politico e, em sendo do PMDB, tem histórico partidário.

   4. Após o "Fico" no seu pronunciamento de hoje, as ruas das capitaias ganharam manifestações de protesgtos. A Bovespa despencou e a economia parou. Pelo bem da Nação, saia Temer e vá enfrentar a justiça na planície. Você é jurista e, como tal, poderá defender-se, passando o bastão a quem de direito de acordo com a Constituição.
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   5. O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), afirmou que não há espaço para o governo avançar com a proposta no Congresso Nacional.

   6. A proposta de reforma previdenciária era prioridade do governo Michel Temer no Legislativo.

   7. "De ontem para cá, a partir das denúncias que surgiram contra o presidente da República, passamos a viver um cenário crítico, de incertezas e forte ameaça da perda das conquistas alcançadas com tanto esforço. Certamente, não há espaço para avançarmos com a Reforma da Previdência no Congresso Nacional nessas circunstâncias", afirmou Arthur Oliveira Maia, por meio de nota.

   8. O PR e a bancada do PTB na Câmara divulgaram notas há pouco informando que permanecerão na base de sustentação do governo Michel Temer.

   9. "Em nome da bancada do PTB na Câmara dos Deputados, reiteramos o apoio dos parlamentares do Partido Trabalhista Brasileiro ao governo do presidente Michel Temer", diz nota assinada pelo lider do partido na Casa, Jovair Arantes (GO).

   10. O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), afirmou na tarde desta quinta-feira (18) que os ministros tucanos continuam no cargo, pelo menos até a conversa de integrantes do partido com o presidente Michel Temer —reunião que, segundo ele, ocorrerá ainda nesta quinta.

   11. "Nossos ministros continuam trabalhando, estão trabalhando e não vamos tomar nenhuma providência com relação à permanência deles no governo ou não antes de terem conversa com o próprio presidente Michel Temer, coisa que acontecerá ainda no dia de hoje, comandada pelo senador Tasso Jereissati", disse.

   12. A sigla ocupa quatro ministérios: Secretaria de Governo, Relações Exteriores, Cidades e Direitos Humanos.

   13. Edson Fachin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) liberou o sigilo dos áudios que incluem a conversa gravada entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista.

   14. O presidente havia entrado com requerimento no STF nesta quinta-feira para pedir ao ministro Fachin, relator da Lava Jato na corte, acesso à íntegra das gravações de Joesley Batista.

   15. O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) defendeu em plenário da Câmara nesta quinta-feira (18) a aprovação de emenda constitucional para antecipar as eleições gerais diretas para este ano. Para o parlamentar, a queda do presidente Michel Temer é “questão de tempo”, mas alerta para articulação da direita para manter o poder em eleição indireta.

   16. “Eu abro mão do resto do meu mandato para que tenhamos eleições gerais diretas para presidente, para deputados e senadores. O Brasil não aguenta mais um ano comandado por políticos sem legitimidade do voto. Quem estiver contra as eleições diretas está contra a democracia, está contra a vontade da população, tem medo da urna”, disse Solla.

   17. O deputado destacou que movimentos de rua por eleições diretas já começaram em todo o país e alertou para a articulação entre deputados do centro e da direita para evitar a escolha do futuro presidente pela população.

   18. A reunião de 206 prefeitos baianos com a bancada do estado no Congresso Nacional e o governador Rui Costa, na noite da última quarta-feira (17), em Brasília, possibilitou o fechamento da agenda municipalista nas duas Casas Legislativas. No encontro, organizado pelo presidente da União dos Municípios da Bahia UPB e Prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, o governador se comprometeu em definir uma agenda para atender demandas das cidades baianas, que precisam de atenção da gestão estadual.

   19. Eures Ribeiro solicitou ao governador o empenho na solução da distribuição dos royalties do petróleo. “Governador, a Bahia é o único estado no país que não repassa o valor dos royalties para o município.

   20.  Quando era presidente da entidade, o deputado federal Luiz Caetano, moveu um processo para que os repasses fossem feitos pelo então governador Jaques Wagner. O processo não foi retirado, pois é algo que pertence a todos os prefeitos e sei que o senhor fará o possível para destravar estes recursos fundamentais em tempos de crise”, disse.

    21. Lula disse que a permanência de Temer no poder é insustentável.

   22. FHC disse que é preciso apurar tudo e os culpados que paguem seus ônus.