Esportes
Zé de Jesus Barrêto
13/04/2015 às  11:30

BAHIA como nos velhos tempos, 3x2 no Sport

Bahia fez boa partida e levou torcedores à pura emoção na Fonte Nova


 Bahia e Ceará farão a final da Copa do Nordeste de 2015, em dois confrontos nos dias 22 e 29 próximos. O jogo da entrega do troféu de melhor time do Nordeste será em Fortaleza.

   O Ceará se credenciou, com vantagem, após empatar (2 x 2) com o Vitória, sábado, no Barradão, eliminando mais uma vez, a terceira, o rubro-negro baiano da competição diante da sua torcida, que não compareceu em peso, não acreditou.  Leão vencido em crise, mais uma este ano.

   Já o torcedor tricolor acreditou de vera, encheu a Fonte (cerca de 42 mil pessoas no estádio),  torceu, empurrou, emocionou-se e fez a diferença . Se o primeiro tempo foi nervoso, o segundo foi estonteante e o tricolor, vibrante, mereceu o triunfo sobre um adversário histórico. Há quanto tempo o tricolor não chega a uma final do Nordestão ! E olha que a rivalidade Bahia/Sport, Bahia/Pernambuco é antiga.

   Como também é histórica a rivalidade entre Bahia e Ceará, os dois finalistas. Será uma decisão duríssima. 

   Assim foi, por exemplo, a decisão em 1959, quando o Bahia tornou-se o Primeiro Campeão Brasileiro, conquistando a I Taça Brasil. Os três jogos Bahia x Ceará terminaram empatados, o primeiro em Fortaleza e os dois outros na Fonte Nova, uma disputa de arrepiar, duríssima, a mais difícil de todas, segundo o ponteiro e ídolo campeão Biriba. O Bahia conseguiu passar à frente e derrubar o Vovô com um gol salvador do centroavante Leo Briglia, 1 x 0, já na prorrogação. Isso é história. O enfrentamento, lá e cá, é acirrado, desde esses tempos.  

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Detalhe, Bahia e Ceará são duas equipes, técnicas, ofensivas e que atuam taticamente bem parecidas. O técnico Silas, do time cearense, pegou a equipe bem montada por Sérgio Soares, atual treinador do Bahia.  Sem surpresas táticas, portanto.  Teremos uma grande decisão dos dois melhores times do Nordeste, hoje e agora.  O resto é chororô !

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Antes de começar a partida, na Fonte, uma belíssima homenagem ao ídolo Beijoca, uma dos maiores centroavantes da história tricolor, ovacionado pelo estádio inteiro. Merece. 

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Como nos velhos tempos !



E que jogaço de bola !  Como não gostar de futebol ? Perguntava o torcedor tricolor, no final, os olhos marejados.

Foi um começo de jogo travado. Muito respeito, cautela de parte a parte, partida brigada, pegada, marcação acirrada em cada lance, o campo inteiro, as duas equipes iguais no desenho tático, marcação adiantada. E a torcida barulhando, querendo o tricolor na frente, um  jogo duro e tenso. 

Aos poucos, por volta dos 10’, o Bahia foi tomando as rédeas, atacando mais, apertando, com Maxi Bianchucci insinuante.  O Sport apostou apenas nos contragolpes com Diego Souza, e mascando o jogo, gastando tempo, caindo, pedindo falta, catimbando, irritando o adversário com a complacência do árbitro Pablo Pinheiro (RN), apitando muito.

Numa falta arrumada pela arbitragem, na intermediária, o experiente zagueiro  Duval cruzou bem, pelo alto, e Diego Souza subiu mais do que a zaga , no meio, fazendo de cabeça: 1 x0, da marca do pênalti. Foi o primeiro lance agudo do Sport, soube aproveitar.  O torcedor entalou.

 Os jogadores do tricolor sentiram o golpe, descontrolaram-se um pouco. Aos 30’, num vacilo do meio campo, Patric caído em campo, Elber entrou livre, de cara, e não ampliou por causa da bela saída de Douglas Pires. Patric saiu, entrou Bruno Paulista.  O Bahia foi pra cima, apertou, pressionou, cruzou bolas, chutou em gol, Magrão apareceu bem, a defesa safou-se, o rubro-negro fez cera e fechou-se todo, com 10 na defesa, garantindo o escore. 

O velho tricolor voltou!

   Foi um segundo tempo alucinante. E um jogo aberto, franco até o final.   Na pressão,  Souza bateu da entrada da área e quase faz: o goleiro vencido, a zaga desviou, o torcedor gritou o empate que não veio.  Aos 9’, após uma trama com Tony, Souza arrematou forte, de longe e Magrão não alcançou: 1 x 1, o time baiano vivíssimo . Aos 12’, aconteceu o pênalti em cima do Kieza. Souza,  iluminado, bateu e fez 2 x 1.  Virada e a torcida enlouquecida.  Mas, para matar o torcedor do coração, três minutos depois, num uma bola cruzada, de falta, lá da lateral, o goleiirão Douglas Pires entregou, mão de quiabo !  2 x 2.  Frangaço. 

   Pensa que a equipe tricolor se abateu ? Qual nada ! Magrão fez outra grande intervenção, após jogada de Bruno Paulista, mas deu rebote nos pés de Souza  que bateu firme e fez o seu terceiro, matando o jogo e classificando o tricolor baiano para a final da Copa do Nordeste 2015 !   3 x 2.  O Sport avançou, buscou o empate, alçou bolas, mas o Bahia não recuou. 

   Foi um jogão de bola, até o minuto finnal.  Aos 22’, Magrão faz outra defesa salvadora ! O Bahia continuou em cima. Aos 25’, Souza bateu falta e Magrão fez outra defesa  difícil. O Sport defendia-se , apenas, acuado, cansado.    Aos 28, Magrão salvou o  quarto gol num chute  de Rômulo. O torcedor roía as unhas, olhava para o relógio, gritava com o time no ataque, emoção pura como há muito não via. 

   A equipe então  gastou  o tempo, prendeu a bola, e passou instantes de sufoco, nos acréscimos, com a expulsão de Bruno Paulista aos 45 e o Sport foi todo pra cima. Felipe Azevedo, aos 48’, tamancou da entrada da área e a bola tirou tinta, a torcida soprando. Ufa, acabou !  Pra arrebentar corações, como nos bons tempos !

   Enfim, Venceu a equipe que foi melhor em campo, sobretudo na segunda etapa. O Sport, rival antigo  e de primeira divisão, só valorizou o triunfo tricolor.

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   Destaque maior em campo para Souza, pelos três gols e pela luta. Também para o treinador Sergio Soares, corajoso, ousado. Titi, Bruno, Pittoni, Kieza, Maxi e Rômulo atuaram bem.

No Sport, o goleiro Magrão, o zagueirão Duval e Diego Souza foram os melhores.

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No meio da semana o Bahia pega o Nacional de Manaus, na mesma Fonte Nova, pela Copa do Brasil.  E domingo tem o jogo de volta contra a Juazeirense, pelas semifinais do Baianão. É uma decisão atrás da outra. Aguenta ?  


  A torcida organizada do Sport só conseguiu entrar no estádio no intervalor e começo da segunda etapa. O que houve ?  A organizada do Leão da Ilha parece que tem pé frio. Viu o massacre tricolor. 



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  O  Vôzão carrasco

  Não, não foi essa a primeira ou a segunda vez que o “Vozão do Pici “, o tinhoso Ceará eliminou o Vitória de competições nacionais dentro do Barradão. A torcida ressabiada, como que pressentindo o tombo, pouco compareceu (pouco mais de 11 mil pessoas nas arquibancadas) e os que lá foram ver o rubro-negro baiano pareciam murchos, como se não levassem muita fé no que viam em campo. 

  Assim, com a tarde de sábado de céu limpo e lavado depois dos dois dias seguidos de muita água, mais uma vez, o Ceará tirou o Vitória da decisão da Copa do Nordeste, com um empate justo de 2 x 2, e está credenciado, invicto, para decidir o título hoje mais cobiçado da região, o de melhor time do Nordeste. Já há algum tempo que o melhor futebol nordestino vem sendo jogado longe da Bahia, no Ceará e em Pernambuco. 


  Quanto ao Vitória, eliminado mais cedo da disputa do título baiano pelo algoz Colo-Colo de Ilhéus  e agora do Nordestão, só lhe resta tentar consolar seu torcedor, injuriado, como uma campanha decente na Copa do Brasil e a necessária classificação entre os quatro primeiros da difícil Série B , a Segundona, onde se encontra de braços dados com o rival Bahia, para que volte em 2016 à primeira divisão, a Série A.  Torcemos para ambos. 

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Empate  derrota

 O primeiro confronto, em Fortaleza foi 0 x 0 e esse mesmo placar levaria a decisão aos pênaltis. Vencer era a meta, de um e outro, pois. Baianos e cearenses se encararam desde o começo, buscando o ataque, o jogo lá e cá, carente tecnicamente mas com emoção e sobra para o torcedor. 

   O Leão, em casa, atacando sempre pelas beiradas do campo, em alta velocidade, com destaque para Vander, pela direita, e Rogério pela esquerda. O ‘Vozão’ se defendia e puxava contragolpes com Ricardinho e Magno Alves, os mais perigosos. Vander e Neto Baiano perderam boas chances, e o goleiro Fernando Miguel fez umas duas defesas salvadoras na primeira etapa. O torcedor apreensivo. 

  O Vitória voltou fazendo pressão total na segunda etapa, levantando bolas altas na área adversária, conseguindo escanteios seguidos, chutando de fora. Até que, aos 7 minutos, após bom cruzamento de Vander, Rogério antecipou-se ao zagueiro e acertou uma bela cabeçada, abrindo o placar : 1 x 0. O time cearense reagiu bem e empatou aos 15’, após o meia Marinho entortar o lateral Ramon e acertar o canto: 1 x 1. Esse placar já favorecia o Ceará, pelo gol feito fora de casa.  Era um jogo bom dever. Aos 28’, Escudero, que entrara há pouco no lugar do veterano Jorge Wagner, cobrou escanteio fechado, o goleirão socou para frente da área e o garoto Ramon, que estava sendo vaiado pelo torcedor, pegou o rebote de prima, pondo o rubro-negro na frente : 2 x 1 que classificaria a equipe baiana.

   Aí ...  o treinador Claudinei Oliveira aputou-se, como se diz na linguagem do ‘boleiro’: na tentativa de garantir o resultado, logo substituiu um atacante de velocidade, de puxada de contragolpe, o Vander, que fazia um bom jogo, pelo marcador Marcelo. Abdicou de atacar e chamou o adversário pra seu campo, óbvio. E a equipe cearense aceitou o convite, acreditou e achou um pênalti (Nino Paraíba derrubou Marinho na área), aos 35’: Ricardinho bateu e fez, empatou o jogo e classificou o ‘Vozão’: 2 x 2.  Um jovem torcedor rubro-negro, injuriado, invadiu o gramado e foi contido e levado por policiais. Pode dar punição para o clube.  

Assim o Ceará está na final do Nordestão 2015. É um time manhoso, tinhoso e bem treinado pelo Silas, sucessor de Sergio Soares, o atual treinador do Bahia. Um dos grandes do Nordeste, sim.  Viva o Vovô !

Esse é o jogo de bola. O torcedor murchou e saiu do Barradão cuspindo impropérios contra diretoria, treinador, jogadores ...
O Ceará tem um bom goleiro, Luis Carlos, a zaga (reserva) de Carlão e Sandro deu conta do recado, os laterais tiveram muito trabalho, e o quarteto atacante tem boa qualidade, tem jogadores talentosos e perigosos: Marinho, Ricardinho, Assizinho e o eterno Magno Alves, que é baiano. 

No Vitória, derrotado, destaque para o goleiro Fernando Miguel, a raça e a determinação de Amaral e Luis Gustavo, a bola parada de J. Wagner (e depois Escudero) e a velocidade dos ‘pontas’ Vander e Rogério. Neto Baiano continua devendo.  No mais, o treinador Claudinei vacilou, recuou antes da hora, pensou pequeno. Entregou as rédeas do jogo ao adversário e se deu mal. 

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Com a moral no chão, a equipe rubro-negra enfrenta o Anapolina, no meio da semana, pela Copa do Brasil, no mesmo Barradão, que vai estar às moscas, certamente. O rubro -negro venceu a primeira ( 2 x 1 ) lá no interior de Goiás.

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PS:-  A despeito dos acordos entre Bahia e Fonte Nova, do papo de respeito ao torcedor tricolor...  os serviços precisam ainda melhorar e muito. Ouçam as reclamações e tratem de corrigir os erros, dentro e fora do estádio, Facilitem, não compliquem.


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