Política
Tasso Franco
22/09/2010 às  10:26

DILMA EMPURRA GEDDEL E PMDB DA BAHIA PARA OPOSIÇÃO

Geddel não terá outro caminho



Foto: DIV
Dilma e Geddel na convenção do PMDB na Bahia
    A atitude de Dilma Rousseff em apoiar a candidatura Jaques Wagner jogando um balde d'água fria na cabeça do ex-ministro Geddel Vieira Lima, o seu segundo mais importante aliado na Bahia, deverá ter um troco mais vigoroso do peemedebista, isso ninguém tenha dívida.

    Quem conhece a personalidade Geddel sabe que ele não é de engolir um "sapo barburdo" (frase que evoca Lula) dessa natureza e, faltando dez dias para as eleições, o tom utilizado com a candidata do PT foi moderado, mas, passado o pleito, a conversa será outra.

    Uma campanha se assemelha a aferição de pesquisas eleitorais. Existem momentos. Na fase atual, o ex-ministro (lembrando que ainda é deputado federal pelo PMDB) disse que a ex-ministra que conheceu quando Serra tinha 40% das intenções de votos era uma; e agora tem se revelado outra. Situa que Dilma concordou com o duplo palanque, tanto que veio à Bahia durante sua convenção.

   Geddel diz que vai honrar o acordo até o final.



   A partir daí, 3 de outubro, quando cessa o acordo, Geddel usa agora a adjetivação de "legar aos seus filhos o respeito à lealdade" quem o conhece, sobretudo se a atitude de Dilma explicitamente se aliando a Wagner e lhe desprezando (alega que Geddel tem baixa avaliação na pesquisa e Souto seria o adversário preferencial) o prejudicar, vai se posicionar firmemente contra o gesto da ex-ministra, a essa altura, de acordo com as pesquisas, presidente do Brasil.



   Geddel nunca passou recibo. Pelo menos, essa tem sido sua trajetória política até então. Seu partido vai eleger alguns deputados federais no Estado, integra a cúpula do PMDB, é alinhado com Michel Temer (futuro vice-presidente), e a quebra de mais um acordo com o PT (o primeiro foi com lançamento de Walter Pinheiro a prefeito de Salvador, em 2008), certamente vai colocá-lo na posição de "gato escaldado". Acordo com o PT, supõe-se, nunca mais.



   Dilma, de sua parte, subestimou completamente a força de Geddel no PMDB nacional e reforçou a candidatura Wagner no intuito de permitir sua vitória no 1º turno, certamente informada de que Geddel e sua bancada estadual de deputados vão continuar fazendo oposição a Wagner.

   As urnas vão dizer, em breve, qual dos dois nomes (Souto/DEM ou Geddel/PMDB) emergirá dessas eleições como a segunda maior liderança política na Bahia. Se for Geddel, então, este será seu caminho: oposição a Wagner e colher mais adiante o que está plantando agora.



   E como ficaria sua relação com Dilma presidente? Não fica. Quem vai regular essa postura será o PMDB nacional, com a trava Wagner a qualquer pretensão geddeliana. Ministro da Integração Nacional de Lula não teve o veto de Wagner. Ao contrário, o aval.

   Na atualidade que se presencia, Wagner governador pela segunda vez, o mais importante do PT no país, e Dilma presidente, a história será outra.


  


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