sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Esporte

QUE 2019 seja melhor para o futebol baiano, por ZÉDEJESUSBARRETO

O Vitória, em brava crise financeira e administrativa, tem como missão maior da temporada ficar entre os quatro melhores da Segundona e retornar à Série A. Logo. É um grande desafio.
ZedeJesusBarrêto , Salvador | 01/01/2019 às 06:52
Ano de 2018 se finda com Leoa campeã
Foto:


E o ano se finda com uma ótima notícia :

 É da Bahia a maior lutadora UFC do mundo, a melhor que já se viu até agora, um fenômeno ! 

 Trata-se da baianíssima Amanda Nunes, a Leoa,  única mulher a conquistar dois cinturões/UFC em categorias diferente, após liquidar em apenas 51 segundos de luta a antes imbatível Cris Cyborg, na noite/madrugada de sábado pra domingo, nos EUA. Nocaute.  E olha que a adversária era maior e mais pesada. É o que podemos chamar, com toda propriedade, de uma mulher retada.  Vai encarar?    

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  Desse 2018 que se vai, vale lembrar:

- O mico do ano no futebol baiano foi aquele que seria “o BaVi da paz” transformado em campo no ‘BaVi da vergonha’ ou o jogo da ‘fuga das galinhas’, acontecido em fevereiro, no Barradão.

  Uma dancinha irreverente e presepeira do meia Vinícius, do Bahia, depois de fazer um gol de pênalti, resultou em agressões (algumas covardes) de atletas rubro-negros, troca de sopapos, e expulsões forçadas de jogadores da equipe da casa para que o jogo acabasse antes do fim; Isso sob orientação de diretores e do treinador da equipe. Tudo registrado pelas câmaras de tevê.

  O fato gerou um racha do plantel rubro-negro, ainda nos vestiários, logo depois do bafafá,  e gerou a desmoralização do treinador Mancini perante o grupo. Ali ele perdeu o comando, o grupo, o vestiário, o respeito. Foi o início da derrocada do Leão que teve um ano desastroso; perdeu tudo o que disputou e caiu pra Segundona. O clube punido, a história manchada. Castigo dos deuses da bola?

  Que jamais aquilo se repita, fique a lição.

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- Foi o ano em que o Bahia completou 10 BaVis sem perder. Há muito tempo tal não acontecia.

   O Tricolor ganhou o Baianão, fez razoáveis, satisfatórias campanhas no Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americanas, mas perdeu bisonhamente a Copa do Nordeste para o fraco Sampaio Correia, na Fonte Nova, diante da sua devotada torcida.

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  - As grandes revelações do ano: No Vitória, o zagueiro Renan Ribeiro e o apoiador Leo Gomes.  No Bahia, o meia Ramires.

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- No âmbito nacional, a seleção brasileira de Tite não chegou à final da Copa do Mundo na Rússia, vencida pela França do maestro Pogba e do garoto M’bapé. Foi a copa das cambalhotas circenses de Neymar e do VAR – árbitros de vídeo ajudando (ou complicando mais) a vida do soprador de apito em campo.

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 - O ano do Palmeiras campeão brasileiro com sobras.  Mas também ano do fracasso dos clubes brasileiros na Libertadores da América.  Salve o Atlético Paranaense, campeão da Sul-Americana – até o VAR /arbitragem ajudou.

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- Sem CRAQUES em campo, um ano de futebol tecnicamente pobre, burocrático, cada dia mais distante dos grandes espetáculos que vimos nos campeonatos da Europa, pela tevê. O craque do ano foi Dudu, meia atacante do Palmeiras. Veja só.

 Para o 2019 que chega

  Pelas bandas de cá ... 

 - O Vitória, em brava crise financeira e administrativa, tem como missão maior da temporada ficar entre os quatro melhores da Segundona e retornar à Série A. Logo. É um grande desafio.

  Do plantel que fracassou este ano muitos já abriram o gás, sem deixar saudades. O meia Neilton foi para o Internacional (RS) trocado pelo meia Andrigo e o zagueiro Tales. Anunciam a vinda do armador Daniel (Flu do Rio). Mas a grande aposta da equipe está mesmo nas crias das divisões de base; o problema é que a direção do clube pode se desfazer das melhores promessas (tipo Renan Ribeiro, Luan, Leo Gomes, Leo Ceará ...) porque é preciso fazer dinheiro, o caixa tá zerado.

  Será um ano difícil para o Rubro-negro. Possibilidade de êxito passa primeiro pela união fora de campo (diretoria, conselheiros, torcida) e torcer pelo sucesso do treinador Chamusca  na armação de uma equipe competitiva. É preciso dar tempo pra ele.

 Reconstruir é preciso.


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 - O Bahia respira ares de um bom ano, finanças arrumadas, planejamento ...

   A equipe perdeu Ze Rafael, o bom lateral Leo e o meia Vinícius (Edigar Junio pode ir pro Japão) e tenta oxigenar o grupo-base que não deu vexame em 2018. A manutenção do treinador Ênderson Moreira, em tese, é uma boa, mostrou-se trabalhador e conhecedor do ofício. O centroavante artilheiro Gilberto renovou, mas está inteiro?

  A diretoria anuncia de seis a oito contratações. Alguns nomes, ainda não oficialmente confirmados: o meia Artur, 20 anos, do Palmeiras; o jovem lateral Mateus (Paissandu), os meias Jean Motta (canhoto, do Santos) e o rodado Guilherme (Corinthians); além dos atacantes Iago (CRB) e o manjado Rogério (aquele do Sport). Ênderson promete  olhar mais para os ‘pratas da casa’ -  o bom zagueiro Éverton, os avantes Itinga e Brumado, Marco Antonio ...

 - Fora de campo, o bem falante presidente Bellintani anunciou a mudança do CT de Itinga para a Cidade Tricolor (entre Camaçari e Dias d’Ávila), no meio do ano.  Bom, mas custoso.

  O Bahia é historicamente um time de futebol e tudo depende dos resultados em campo. Mas a torcida sempre quer mais, ligada no slogan ‘Nasceu para vencer’.

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  - Vamos esperar a apresentação dos elencos BaVi no começo de janeiro para uma rápida e mentirosa pré-temporada, e só então podemos avaliar com critério os elencos. 

   Tem o Baianão (às vezes em gramados infames, técnica indigente) e a Copa do Nordeste (pedreira), competições que já começam em janeiro e forçam as equipes de Bahia e Vitória a entrar em campo a meia boca. Laboratórios. Mas resultados negativos podem derrubar treinadores e jogar planejamento ao lixo.

Depois, teremos ainda a Copa do Brasil, o Brasileirão (primeira e segunda divisões), e o Bahia garantido na Sul-Americana ... 

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  E em junho/julho  há uma parada obrigatória para a realização  da Copa  América em gramados brasileiros.  A Fonte Nova está na fita, veremos jogos lá, inclusive da Seleção Brasileira.

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  Ou seja, 2019 promete fortes emoções. Que venha o Novo Ano.   Sem lamentos, sem queixas, sem sentimentos ruins, sem desesperanças. Axé.