segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Esporte

APÓS pênalti duvidoso, Vitória se perde e leva 4x2, ZÉDEJESUSBARRÊTO

Vitória leva 4x2 do Palmeiras e estaciona na Z-4 com 12 pontos
ZédeJesusBarrêto , Salvador | 16/07/2017 às 13:24
Dudu, do Palmeiras, fez dois gols
Foto: GP
    De nada valeu ter aberto o placar logo no começo, de nada valeu a postura defensiva e a marcação forte até os 35 minutos, de nada valeu a estratégia do contragolpe fatal... Depois de um pênalti mal marcado pela arbitragem carioca, o Vitória perdeu-se em campo, foi envolvido pela melhor qualidade técnica do Palmeiras, soberano dentro de seus domínios, abriu-se na segunda etapa e levou uma goleada em São Paulo no final da manhã de domingo: 4 x 2.

   Com esse resultado, o rubro-negro baiano afunda-se mais na zona da degola, com os mesmos 12 pontos ganhos e na vice-lanterna da competição. 
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Escalações:

Arena Palmeiras (SP), 11 hs de domingo, bom público no estádio. 
Palmeiras - Prass, Mayke, Mina, Dracena e Egídio; Felipe Mello, Tchê-Tchê, Guerra e Dudu; Roger Guedes e William. Treinador: Cuca.

Vitória – Fernando Miguel, Patric, Wallace, Allan Costa e Gefferson; Renê Santos, Uillian Correia, Yago (David) e Cleiton Xavier; Neilton e André Lima. Treinador: Gallo.
Arbitragem carioca. No apito, Bruno Arleu de Araújo, fraquinho, vacilante. 
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Bola rolando:

Em casa, na pressão do torcedor inquieto depois da derrota no clássico contra o Corínthians, o Verdão foi pra cima e ameaçou com um chute na rede pelo lado de fora de Guerra, aos 30 segundos de partida. O Palmeiras todo em cima, atacando em bloco, quase todos os jogadores no campo adversário e o Vitória inteiro encolhido, fechadinho, na moita. 

- Gol ! 1 x 0 Vitória – No primeiro ataque rubro-negro, aos 9 minutos, Uillian Correia puxou a saída da defesa pelo meio, num contragolpe rápido, objetivo, tabelou com Neilton e disparou um chutaço de fora da praça que bateu no poste de Prass e entrou, abrindo o placar. 

O time casa forçando, atacando e os jogadores baianos atrás da linha da bola, marcando em cima, se dar espaços no campo defensivo e armando o bote, apostando no erro do inimigo.

- Gol do Palmeiras ! Aos 35 minutos, numa cobrança de falta alçada na área rubro-negra, o árbitro carioca viu (ou inventou?um pênalti de Wallace em Mina. Roger Guedes bateu firme, no alto e empatou : 1 x 1. 

- Gol ! Palmeiras, 2 x 1, a virada! Num cochilo do miolo de zaga rubro-negro, Guerra ganhou uma bola espirrada de Wallace, tocou para Dudu, de cara. Finalizou bem. 

O Palmeiras teve mais a bola na primeira etapa, trocou mais passes e atuou quase o tempo inteiro no ataque. Terminou se dando bem, conseguindo a virada a partir dos 35 minutos, com um pênalti arranjado pela arbitragem. Depois a virada numa bobeira defensiva do adversário. O time baiano marcou bem, tinha uma estratégia defensiva exitosa até tomar o gol de empate. A partir daí o Verdão tomou conta.

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Com o placar adverso, o Vitória voltou da merenda com uma postura mais avançada, marcando mais no campo adversário, tentando roubar a bola mais próximo da área inimiga, abrindo-se mais, defensivamente, óbvio. Cuca voltou com Dudu, veloz, enfiado no meio da zaga baiana, ganhando a disputa no mano a mano. Aos 10’, Gallo pôs o velocista David no lugar de Yago.

- Aos 11’, após uma blitz do verdão, Dudu arrematou de frente, por cima. Aos 15’, após bobeira de Mina, André Lima tomou a bola e cruzou para Neilton, livre; mas ele bateu de prima, errado, fora, perdendo a chance de empatar. Equilíbrio, as duas equipes ofensivas, um outro panorama, melhor de ver. 

- Aos 20’, após cobrança de escanteio da direita, Cleiton Xavier alçou e Wallace ganhou da zaga no alto testando na forquilha do travessão. Cuca trocou Guerra, cansado, por Felipe Bastos. Aos 23’, Egídio bateu falta próximo da área, no canto, e F Miguel espalmou a escanteio.

- Gol ! Palmeiras 3 x 1 , aos 26 min. Na puxada de contragolpe, dessa vez palmeirense, Dudu ganhou na raça e na velocidade de dois marcadores pelo lado direito, cruzou do fundo, a zaga baiana desarrumada, quase sem ninguém na área, William acertou o poste e Maike completou de frente o rebote, livre de marcação. ‘Quebrou a guia’ do Vitória, que estava em cima. Porteira aberta. 

- Gol ! 4 x 1 Palmeiras, goleada. Michel Bastos ganhou a bola na lateral, pela direita e lançou rasteiro, nas costas da zaga desatenta, Dudu meteu-se rápido e deu um tapa no canto. Cuca, logo depois, poupou Dudu, decisivo na segunda etapa, e colocou o colombiano Borja, enfiado. 

Cadê reação, cadê mais pernas, alma, confiança? 

- Gol do Vitória ! 4 x 2. Aos 39’, David fez ótima jogada chapelando Egídio, ganhando no corpo e na velocidade, tabelou com André Lima e bateu firme sem chance para Prass. Belo gol. Aos 41’, Borja pegou de frente e bateu no canto, errando por pouco. Foi só.

Cuca ganhou de Gallo no papo do intervalo, nos vestiários. Gallo abriu o time e o Palmeiras apostou na habilidade de Dudu, infernizando o miolo da zaga baiana. Deu rolha, de virada : 4 x 2, sem contestações.
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Destaques: 

Uillian Correia foi o melhor dos rubro-negros, seguido por David – que só entrou na segunda etapa. A dupla de zaga Wallace – de volta à equipe baiana e já com a tarja de capitão – e Allan Costa, desentrosada, não aguentou o repuxo. 

No Palmeiras, o lateral Maike e, sobretudo, Dudu arrebentaram com o Leão. 

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Pela 15ª rodada, no meio da semana, quarta, às 19 hs, o Vitória recebe o vice-lider Grêmio, no Barradão. O time gaúcho, bem treinado por Renato Portallupi, é encardido, mesmo fora de casa.

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Lembrança de Onça:

Quinta-feira passada, dia 13/julho, fez 74 anos o Sr Mário Felipe Pedreira, mais conhecido no mundo da bola como Onça, um senhor zagueiro que se formou nos Maristas, jogou pelo Galícia, Fluminense de Feira, no Bahia e fez nome no Rio de Janeiro vestindo a camisa rubro-negra do Flamengo. Não tinha a estatura física de becão, mas supria com técnica, inteligência, boa colocação, o passe preciso e sabia saír driblando se fosse preciso. 

Onça nasceu em Santa Luz, sertão baiano, zona do sisal, onde foi viver depois de deixar o futebol profissional, em 1978. Seu último contrato foi com o Sergipe. Padecendo do Mal de Alzheimer, mora em Salvador. 
Nosso abraço ao ídolo Onça, que muito vi jogar e apreciava ! Gente do bem.