Direito

MP participa de audiências para avaliar situação crianças em P. Afonso

MP participa de audiências por meio de videoconferência para avaliar situação de crianças acolhidas em Paulo Afonso
MP , da redação em Salvador | 07/04/2020 às 15:31
O Ministério Público estadual participou de uma série de audiências concentradas realizadas por meio de videoconferência hoje, dia 6, em Paulo Afonso. Segundo o promotor de Justiça Moacir Nascimento, foram realizadas audiências em 13 processos. O objetivo, explicou ele, foi avaliar a situação processual e pessoal de crianças e adolescentes que estão em instituições de acolhimento, no sentido de garantir o retorno dos mesmos para suas famílias ou para famílias assistidas.

Como resultado, cinco crianças foram desacolhidas e outras seis crianças e duas adolescentes tiveram mantidos seus acolhimentos. As audiências foram presididas pela juíza Janaína Medeiros Lopes, titular da Vara da Infância e Juventude, e contou também com a presença do defensor público Thiago Lozoya Lopes, integrantes das equipes técnicas das entidades de acolhimento, do Conselho Tutelar e dos demais órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos da comarca.

Para o promotor de Justiça, “a utilização das novas tecnologias tem se revelado cada dia mais importante para que o Sistema de Justiça possa continuar atuando na defesa de direitos fundamentais durante a vigência das medidas decretadas para o enfrentamento da atual emergência de saúde pública”. A juíza Janaína Medeiros ressaltou que “as audiências concentradas são de suma importância, pois visam, após debate de cada caso pela rede de proteção das crianças e adolescentes e ouvido o Ministério Público e a Defensoria Pública ou Advogado, a reavaliação da medida de acolhimento institucional, dando maior visibilidade às questões que ensejaram a sua aplicação e buscando-se a efetivação de medidas que objetivam a reinserção familiar ou a colocação da criança/adolescente em família substituta”.

Em março, a Corregedoria Nacional de Justiça decidiu pela flexibilização da regra que obriga os magistrados a realizar as audiências concentradas, autorizando que elas fossem efetivadas por meio de videoconferência. Essas audiências cumprem o que preceitua o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e têm o objetivo de reavaliar a situação dos menores de idade, no sentido de abreviar o tempo na instituição, ou, quando não for possível, verificar como estão sendo dados os encaminhamentos necessários para o bom acolhimento deles.