segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Direito

Yoga auxilia na ressocialização de detentas em Salvador

As ações são disponibilizadas pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) em parceria com universidades e outras entidades
Comunicacao Governo da Bahia , Salvador | 13/09/2018 às 10:42
Yoga auxilia na ressocialização de detentas em Salvador
Foto: Paula Fróes/GOVBA

Enquanto cumprem pena ou aguardam decisão judicial, as internas do Conjunto Penal Feminino do Complexo Penitenciário Lemos Brito, no bairro da Mata Escura, em Salvador, participam de atividades que melhoram a qualidade de vida e promovem a ressocialização. As ações são disponibilizadas pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) em parceria com universidades e outras entidades.

“Não é apenas educação e saúde, é o parar para ouvir. Nosso atendimento se estende às famílias, buscando trazer os filhos para próximo delas, sem contar as atividades que a gente tem, como yoga, meditação, teatro, coral, atividades lúdicas, zumba e fitdance. Nós estamos buscando muitos parceiros, e as faculdades estão vindo. A academia vem ao sistema prisional”, conta a diretora do Conjunto Penal Feminino, Luz Marina Ferreira.

Oferecidas pelo Projeto Arte de Viver, todas às quartas feiras, as aulas de yoga ajudam as detentas a trabalhar o corpo e a mente. A interna A.S., 23 anos, frequenta as aulas há três meses e já conseguiu eliminar 39 dos 170 kg que possuía quando chegou à penitenciária, em março deste ano. “A yoga nos traz a consciência, e isso foi o que me fez acreditar em mim e confiar também nas minhas expectativas. Eu comecei a cessar minha ansiedade, porque eu comia compulsivamente na rua e aqui eu aprendi a controlar as minhas vontades”, relata a jovem.

Professor de yoga do projeto, Gabriel Oliveira explica que “muitas pessoas que passam pelos presídios no Brasil tendem a ser analfabetas e não estão conscientes de nada, nem do próprio corpo e dos pensamentos. Trazer essa consciência é algo que facilita muito a ressocialização de um interno, porque ele começa a tomar a responsabilidade para si e saber o que realmente está fazendo da própria vida”.