segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Direito

Ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, Beto Richa é preso

Tucano também é alvo de fase da Operação Lava Jato, que apura denúncias de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro
Da Redação ,  Salvador | 11/09/2018 às 10:31
Beto Richa
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O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso na manhã desta terça-feira (11) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba, no Paraná. A esposa do atual candidato tucano ao Senado também foi detida, ambos no prédio onde eles moram, na capital paranaense.

A polícia deixou claro que Beto Richa é alvo de duas operações nesta manhã. Na operação em que foi preso, o tucano é investigado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) sobre o programa Patrulha Rural. Ele foi preso temporariamente e deve ficar detido por cerca de cinco dias. 

Nesta mesma operação, foram presos Fernanda Richa, esposa do ex-governador e ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social, Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Richa, Pepe Richa, irmão de Beto e ex-secretário de Infraestrutura, Ezequias Moreira, ex-secretário de cerimonial de Richa, e Luiz Abib Antoun, outro parente do ex-governador. 

Segundo a TV Globo , com exceção de Antoun, preso em Londrina, no norte do Paraná, os demais foram presos em Curitiba . Todas as prisões são temporárias. 

Na segunda operação em que é alvo, o ex-governador tucano aparece envolvido em uma nova fase da Operação Lava Jato. Essa é a 53ª etapa da Lava Jato e, nela, Richa é alvo apenas de um mandado de busca e apreensão, deflagrado em sua casa.

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Apelidada de Operação Piloto, essa nova fase da Lava Jato foi deflagrada na Bahia, em São Paulo e no Paraná. O objetivo da ação é investigar o envolvimento de funcionários públicos e empresários com a empreiteira Odebrecht no favorecimento de licitação para obras na rodovia estadual PR-323.

Cerca de 180 policiais federais cumprem 36 ordens judiciais de busca e apreensão, de prisão preventiva e também prisão temporária em Salvador, São Paulo, Lupianópolis, Colombo e Curitiba – estas três últimas cidades no Paraná.

Eles apuram denúncias de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Um dos alvos da operação é o ex-governador do Paraná. As irregularidades teriam ocorrido em 2014 e envolvem o chamado Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht para beneficiar agentes públicos e privados no Paraná.

Em contrapartida, a construtora seria favorecida no processo de licitação para duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.