domingo, 24 de fevereiro de 2019
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

Saudade, documentário luso-brasileiro

Saudade, documentário luso-brasileiro, por DIOGO BERNI
26/05/2018 às 14:11
  Saudade, dirigido por Paulo Caldas, Brasil-Portugal, 2017.  “ Saudade só quem sente é quem perde algo”, diz um dos inúmeros entrevistados do belíssimo documentário luso-brasileiro. Trocando em miúdos, só quem sente saudade é quem perde algo ou alguém, mas principalmente alguém, e se porventura esse tal alguém nunca ligou a mínima pra você, então você não tem saudades dessa pessoa; tem outro tipo de sentimento, mas não a saudade e também não saberia dizer-lhe que sentimento és; cabe então a pessoa abrir a caixinha de memórias e estudar qual tipo de sentimento carrega por alguém que você não vê mais, seja este(a) vivo(a) ou morto(a). 

  A conexão entre saudade e memória é instantânea, pois quando sentes saudades de alguém é por uma devida circunstância vivida por você e aquela pessoa que deixou a vulga “saudade”. O documentário é interessante porque pega o tema da saudade e expõe há diversos conceitos ou profissões artísticas, especificamente. 

  O diretor exclui as profissões formais, tais como: economista, advogado, engenheiro, médico, publicitário etc; pelo simples e eficaz motivo que todas essas e outras profissões citadas ou não estão, em algum momento, circundados ou simbolizados por um artista plástico, músico ou cineasta; então a magnificência e amplitude do léxico Saudade estão, diria ou escreveria, que completo com os relatos dos artistas , estes: gringos, “portugas” e brasileiros.Documentário bom de se ver, e melhor ainda de se sentir.