quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Colunistas / Cinema
Diogo Berni

LADY BIRD - a hora de voar, sem voo próprio

Abaixo da critica, irrelevante
19/05/2018 às 19:05
Lady Bird – A Hora De Voar, dirigido e escrito pela Greta Gerwig, EUA, 2018. Não quero, nem vou, dar nó em pingo d’água. Trata-se de um filme de mediano pra ruim. 

Muito me admira que a obra concorreu a quatro indicações ao Oscar; Roteiro ( brincadeira!); Direção, melhores atrizes : Principal e Coadjuvante, onde a última engole a tímida e “testalenciosa” protagonista. 

Vamos a uma breve sinopse: uma garota de dezessete anos , moradora de Sacramento, estudante de um centro católico, com um meio irmão meio mexicano e um pai desempregado, e ainda uma mãe enfermeira que não sabia trocar boas ideias com ela. 

O resultado de todos os aspectos citados na cabeça da moçoila é previsível, assim como o raso roteiro do filme, ou seja, Christine só pensa em passar em uma faculdade e se mandar da sua cidade natal, deixando todos aqueles parentes inconvenientes. 

Em síntese o filme tenta mostrar o último ano de colegial dos estadunidenses através das descobertas hormonísticas sob o ponto de vista cultural-familiar daquele país. 

Pesquisando a respeito do filme, descobri que a obra trata-se de uma autobiografia da diretora da película ( a mesma que fez o ótimo Francis Ha , mas que nesse: não funciona ). 

Acho que o filme só foi selecionável aos melhores do Oscar 2018 por uma questão de igualdade, ou seja, por a direção ter sido feminina. Oras: Julguem o filme pela sua obra e não por questões politicamente corretas.